quinta-feira, 27 de junho de 2013

Sabes Disso

Sabes Disso
Sabes Disso
Essas doces crianças que observas, com sublime enternecimento, são teus filhos, pérolas de luz, cujo escrínio geraste no coração, muitas vezes coagulando as próprias lagrimas.

Tomaste algo de teu sangue e amassaste-o com o hálito de teu hálito, adicionaste os melhores sonhos e os mais límpidos ideais e formaste semelhantes maravilhas que te nasceram por esperanças em flor.

Sentindo-as por aves frágeis, à busca de asilo em teu peito, sabes acolher-lhes as necessidades no carinho incessante.

Dias de laborioso cuidado, preservando-lhes a existência.

Noites de dolorosa vigília, quando a enfermidade aparece.

Alimento, agasalho, escola, responsabilidades e inquietações...


Entretanto, mais tarde, nunca te lembrarás de cobrar-lhes impostos de reconhecimento ou exigir se convertam em fantoches de teus caprichos.

Ver-lhes a honradez e o trabalho, o passo reto e a independência construtiva representa, em verdade, todo o triunfo que ambicionas. E, um dia, dobado [passado] longo tempo sobre a tua renúncia, se essas crianças, transfiguradas em pessoas adultas, caem sob terríveis enganos, na conquista da experiência, sabes esquecer as rugas de dor e refazer os ossos desconjuntados... Sabes começar a luta de novo para ajudar os rebentos da própria vida a se transferirem das dívidas de aflição para os júbilos do resgate... E a todos os que te reprovam o devotamento e a fadiga, censurando-te a persistência no sacrifício, sabes responder, na mesma reserva de confiança e ternura, com alegria misturada de pranto: “são meus filhos”.

Isso acontece no lar terreno, onde as criaturas humanas, embora imperfeitas, não se resignam a ferretear os próprios filhos com o estigma de escravos...

Imagina, pois, a longanimidade do amor que vibra e reina, infinito, no lar divino da Criação!...


Autor: Emmanuel
Do Livro: Justiça Divina

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