quarta-feira, 26 de junho de 2013

Transes Morais

Transes Morais
Transes Morais
Ninguém permanece incólume na jornada humana. 

Ninguém, em regime excepcional, face aos transes morais. 

Todos reencarnam com objetivos de elevação, e para esse desiderato as provações como as expiações chegam, necessárias, convocando o espírito em depuração ao resgate que lhe facultará liberdade e paz. 

Mesmo aos espíritos missionários, em apostolado de abnegação e amor, com as metas para a redenção humana, nos diversos campos da Cultura, da Arte, da Ciência, da Fé, são exigidas as contribuições morais de longo curso, com as quais plasmam nos contemporâneos e nos pósteros as supremas lições de que suas 
existências se fazem instrumento. 

Desafios que a vida oferece aos transeuntes da evolução, os dramas morais significam impositivos valiosos para quem se candidata à felicidade real. (...)


Os transes morais, porém, são expurgadouros necessários ao homem para sua evolução espiritual. 

Raros, somente, sabem enfrentar as situações difíceis com que a vida os requisita ao testemunho e à reparação dos erros. 

Preparados para a comodidade e educados pelos métodos da ignorância às leis da responsabilidade, os homens se acostumam a resolver problemas e inquietações pelo suborno, pela ilicitude desta e daquela expressão, permanecendo incapazes para refletir nos momentos graves que advêm inevitavelmente. 

Surpreendidos pelas realidades evolutivas, convocados ao reequilíbrio mediante os transes morais, complicam as situações, agravam as conjunturas, atirando-se, por fim, aos porões da revolta em que se envenenam sem outra alternativa. 

Estes se debatem na busca ansiosa da fortuna; aqueles se desgovernam ante as emoções espoucantes; aqueloutros se atiram, sôfregos, às aventuras, tudo malbaratando, para quando surpreendidos pela pausa que o sofrimento propicia a fi m de regularizar dificuldades deixar-se autodestruir pelos contingentes múltiplos dos equívocos acumulados e vitalizados, em curso demorado...  Sejam quais forem, porém, os transes morais que te cheguem, fita a amplidão da esperança e retempera o ânimo. 

Na luta, o triunfo pertence a quem insiste, intimorato, laborando sem termo. 

Não te agastes porque foste chamado, hoje, ao aparente infortúnio. Escapa-te a lógica dos motivos que te constrangem à dor e às diretrizes de paz que poderás haurir, concluído o resgate.

Examinando os transes que te cruciam, tem Jesus em mente e compara... Não digas: “Mas ele era o fi lho de Deus”, porquanto também o és. 

Nem asseveres: “Ele, porém, era perfeito”, lembrando que a sua palavra sábia prescreveu: “Sede perfeitos como o Pai Celestial é perfeito”, e nada temas até alcançares a perfeição que a todos nós está destinada. 



Autor: Joanna de Ângelis
Do Livro: Celeiro de Bênçãos.

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