sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O passe

O passe
O passe
“Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças.” (Mateus, 8:17)


Meu amigo, o passe é transfusão de energias fisiopsíquicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem recebe de si mesmo em teu benefício.

Se a moléstia, a tristeza e a amargura são remanescentes de nossas imperfeições, enganos e excessos, importa considerar que, no serviço do passe, as tuas melhoras resultam da troca de elementos vivos e atuantes.

Trazes detritos e afl ições e alguém te confere recursos novos e bálsamos reconfortantes.

No clima da prova e da angustia és portador da necessidade e do sofrimento.

Na esfera da prece e do amor, um amigo se converte no instrumento da infinita bondade, para que recebas remédio e assistência. Ajuda o trabalho de socorro aqui mesmo, com esforço da limpeza interna.

Esquece os males que te apoquentam, desculpa as ofensas das criaturas que te não compreendem, foge ao desânimo destrutivo e enche-te de simpatia e entendimento para com todos os que te cercam.

O mal é sempre a ignorância, e a ignorância reclama perdão e auxílio para que se desfaça, em favor da nossa própria tranquilidade.


Se pretendes, pois, guardar as vantagens do passe que, em substância, é ato sublime de fraternidade cristã, purifica o sentimento e o raciocínio, o coração e o cérebro.

Ninguém deita alimento indispensável em vaso im puro.

Não abuses, sobretudo, daqueles que te auxiliam. Não tomes o lugar do verdadeiro necessitado, tão só porque teus caprichos e melindres pessoais estejam feridos.

O passe exprime, também, gastos de forças e não deves provocar o dispêndio de energias do Alto com infantilidades e ninharias.

Se necessitas de semelhante intervenção, recolhe-te à boa vontade, centraliza a tua expectativa nas fontes celestes do suprimento divino, humilha-te, conservando a receptividade edificante, inflama o teu coração na confiança positiva e, recordando que alguém vai arcar com o peso das tuas aflições, retifica o teu caminho, considerando igualmente o sacrifício incessante de Jesus por todos nós, porque, de conformidade com as letras sagradas, “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças”.



Autor: Emmanuel 
Do Livro: Segue-me

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