sábado, 21 de setembro de 2013

O amor

O amor
O amor
O amor é mais forte que o ódio, mais forte que a morte. Se o Cristo foi o maior dos missionários e dos profetas, se conquistou tanta ascendência sobre os homens, foi porque trazia em si um reflexo mais potente do amor divino. Jesus passou pouco tempo na Terra; três anos de evangelização foram-lhe suficientes para conquistar o espírito das nações. Não foi pela Ciência nem pela arte da oratória que ele seduziu, cativou as multidões, mas pelo amor. E, depois de sua morte, seu amor permaneceu no mundo, como um foco sempre vivo, sempre ardente. É por isso que, apesar dos erros e dos equívocos de seus representantes, apesar de tanto sangue derramado por eles, tantas fogueiras armadas, tantos véus estendidos sobre seu ensinamento, o Cristianismo continua sendo a maior das religiões. Ele disciplinou, amoldou a alma humana, suavizou o temperamento violento dos bárbaros, afastou raças inteiras do sensualismo ou da bestialidade.

O Cristo não é o único exemplo a citar. De modo geral, em nossa esfera, pode-se constatar que emanam,
de almas eminentes, irradiações, eflúvios regeneradores, que constituem algo como uma atmosfera de paz, uma espécie de proteção, de preservação, de providência particular. Todos aqueles que vivem debaixo desta benfazeja influência moral sentem uma calma, uma paz de espírito, uma espécie de serenidade que
representa uma prévia das quietudes celestes.




Autor: Léon Denis
Do Livro: O Problema do Ser e do Destino

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