quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Os animais médiuns

Os animais médiuns
Os animais médiuns
De início, convenhamos bem os nossos fatos. Que é um médium? É o ser, o indivíduo que serve de traço de união aos espíritos, para que estes possam, com facilidade, comunicar-se com os homens: espíritos encarnados. Por conseguinte, sem médium, de nenhum modo comunicações tangíveis, mentais, descritivas, físicas, nem de qualquer espécie que seja. (...)

Os homens estão sempre dispostos a tudo exagerar; uns, não falo aqui dos materialistas, recusam uma alma aos animais, e outros querem lhes dar uma, por assim dizer, semelhante à nossa. Por que querer assim confundir o perfectível com o imperfectível? Não, não, ficai disto bem convencidos, o fogo que anima os animais, o sopro que os faz agir, mover e falar em sua linguagem, não tem, quanto ao presente, nenhuma aptidão a se misturar, a se unir, a se fundir com o sopro divino, a alma etérea, o espírito, em uma palavra, que anima o ser essencialmente perfectível, o homem, esse rei da criação. Ora, não é o que faz a superioridade da espécie humana sobre as outras espécies terrestres senão essa condição essencial de perfectibilidade? Pois bem! Reconhecei, pois, que não se pode assimilar ao homem, único perfectível, em si mesmo e em suas obras, nenhum indivíduo de outras raças vivas sobre a Terra. (...)


Desse progresso constante, invencível, irrecusável da espécie humana, esse estacionamento indefinido das outras espécies animadas, concluí comigo que, se existem princípios comuns ao que vive e se move sobre a Terra: o sopro e a matéria, não é menos verdadeiro que só vós, espíritos encarnados, estais submetidos a essa inevitável lei do progresso, que vos impele fatalmente para a frente, e sempre para a frente. Deus colocou os animais ao vosso lado como auxiliares para vos nutrir, vos vestir, vos secundar. Deu-lhes uma certa dose de inteligência, porque, para vos ajudar, lhes seria necessário compreender, e proporcionou a sua inteligência aos serviços que são chamados a fazer; mas, em sua sabedoria, não quis que fossem submetidos
à mesma lei do progresso; tais foram criados, tais permanecem e permanecerão até a extinção de suas raças. (...)

Certamente, os espíritos podem tornar-se visíveis e tangíveis para os animais, e, frequentemente, tal temor súbito que os toma, e que não vos parece motivado, é causado pela visão de um ou de vários desses espíritos mal-intencionados para os indivíduos presentes, ou para aqueles a quem pertencem esses animais. Muito frequentemente, apercebeis-vos de cavalos que não querem nem avançar e nem recuar, ou que se empinam diante de um obstáculo imaginário. Pois bem! Tende por certo que o obstáculo imaginário, frequentemente, é um espírito ou um grupo de espíritos, que se divertem impedindo-os de avançar. Lembrai-vos do asno de Balaão, que vendo um anjo diante dele, e temendo sua espada flamejante, obstinava-se em não se mexer; é que antes de se manifestar visivelmente a Balaão, o anjo quis se tornar visível só para o animal; mas, repito-o, nós não medianimizamos diretamente nem os animais, nem a
matéria inerte; sempre nos é preciso o concurso, consciente ou inconsciente, de um médium humano, porque nos é necessáriaa união de fluidos similares, o que não encontramos nem nos animais, nem na matéria bruta. (...)

Para resumir: os fatos medianímicos não podem se manifestar sem o concurso consciente ou inconsciente do médium; e não é senão entre os encarnados, espíritos como nós, que podemos encontrar aqueles que podem nos servir de médiuns. Quanto a adestrar os cães, os pássaros ou outros animais, para fazer tais ou tais exercícios, é vosso assunto e não o nosso.





Autor: Erasto
Do Livro: Revista Espírita

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