quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Autenticidade dos Evangelhos

Autenticidade dos Evangelhos
Autenticidade dos Evangelhos
A nobre figura de Jesus ultrapassa todas as concepções do pensamento. Eis por que ela não pôde ser criada pela imaginação. Nessa alma, de uma serenidade celeste, não se vê nenhuma mancha, nenhuma sombra. Nela todas as perfeições se fundem com uma harmonia tão perfeita que ela nos aparece como o ideal realizado.

Sua doutrina, toda de amor e de luz, dirige-se especialmente aos humildes e aos pobres, a essas mulheres, a esses homens do povo curvados para a terra, a essas inteligências rebaixadas sob o peso da matéria e que esperam, na prova e no sofrimento, a palavra de vida que deve consolá-los e reanimá-los.

E essa palavra lhes é dada com uma tão penetrante doçura, exprime uma fé tão comunicativa, que expulsa todas as suas dúvidas e os leva a seguir os passos do Cristo.

O que Jesus denominava “pregar aos simples o Evangelho do reino dos céus” era colocar ao alcance
de todos o conhecimento da imortalidade e do Pai comum, do Pai do qual se ouve a voz na paz do coração, na tranquilidade da consciência.

Pouco a pouco essa doutrina, transmitida oralmente nos primeiros tempos do Cristianismo, se altera e se complica sob a influência das correntes contrárias que agitam a sociedade cristã.

Os apóstolos, escolhidos por Jesus para continuar sua missão, souberam compreendê-lo bem; receberam o impulso da sua vontade e da sua fé. Mas seus conhecimentos eram limitados e eles só puderam conservar devotamente, pela memória do coração, as tradições, as ideias morais e o desejo de regeneração que Jesus lhes havia feito sentir.

Em seu percurso pelo mundo, os apóstolos se limitam, portanto, a criar, de cidade em cidade, grupos
de cristãos a quem revelam os princípios essenciais, depois, prematuramente, vão levar a “boa-nova” a outras regiões.



Autor: Léon Denis
Do Livro: Cristianismo e Espiritismo

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