quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Livre escolha

Livre escolhaDentre as dadivosas mercês de Deus, direcionadas ao espírito em evolução, destaca-se o livre-arbítrio como sendo a faculdade de eleger o que melhor se lhe apresente durante o processo da reencarnação.

Graças a essa concessão, passo a passo o ser delineia e executa a marcha ascensional, ora estacionando e vezes outras avançando, sem jamais retroceder.

Árbitro especial, apoia-se na consciência, onde está escrita a Lei de Deus, elegendo o que lhe apraz e colhendo os frutos da ensementação realizada.

À medida que se segue, superando os patamares da cartografia íntima da consciência, mais lúcida e melhor se faz a seleção optativa, delineadora da sua libertação.

Em razão disso, a reflexão madura, o cuidado bem pensado antes da decisão, estabelecem o programa a desenvolver no futuro...


Ante o fatalismo do progresso, que é irrefragável, o livre-arbítrio é uma bênção que deve ser aprofundada, de forma que a tranquilidade após a decisão lhe constitua o fiel da balança dos comportamentos assumidos.

Como ninguém está fadado ao sofrimento, a opção livre para a ação bem direcionada impulsiona o ser para a plena autorrealização.

És o que eleges. Teus atos, tua vida...

Podes escolher vida ou morte. Isto é, ser livre e banhado de luz, ou escravo envolto em sombras.

Tens o direito de viver em saúde ou com doença. A saúde é o teu estado interior e a doença um processo depurador. Se te manténs atuante e otimista, vives saudavelmente, mesmo quando portador de alguma limitação, deficiência ou patologia. Se, ao revés, te apresentas insatisfeito, ingrato em relação à vida, rebelde e depressivo, apesar da harmonia orgânica, encontras-te enfermo...

Se sorris de júbilo, a existência se te apresenta amena.

Caso sobrecarregues o cenho e anotes apenas dissabores e tristezas, a jornada se te transformará em pesado e insuportável fardo a conduzir.

Quando preferes belezas, descobre-as em toda parte e embriagas-te de cor, de som, de luz. No entanto, ao te deixares conduzir pela óptica distorcida da amargura, o Sol para ti perde a claridade e a paisagem empalidece aos teus olhos...

Depende de ti agradecer ou imprecar, louvar ou reclamar, alcançar o  topo da subida ou lamentar na baixada as dificuldades da ascensão, que, afinal, todos sofrem e os corajosos superam.

Sê tu, portanto, quem opta pelo bom, pelo belo, pelo nobre, pelo que felicita.



Autora: Joanna de Ângelis
Do Livro: Fonte de Luz.

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