quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Frutos do Espiritismo

Frutos do Espiritismo
Frutos do Espiritismo
(...) Considerando as coisas de perto, reconheceremos bem rápido que o Espiritismo já exerceu uma enorme influência sobre o estado de espírito de nossos contemporâneos.

Ele abriu para a Ciência não apenas todo um domínio desconhecido; ele a forçou a constatar a realidade dos fatos: sugestão, exteriorização, telepatia, que ela negara ou rejeitara durante longo tempo; mas, ainda, voltou para o Além os pensamentos; despertou nas consciências brumosas e adormecidas de nosso tempo, o sentimento da imortalidade; tornou mais viva, mais real, mais tangível, a crença na sobrevivência dos desaparecidos. 

Lá, onde apenas havia esperanças e crenças, ele levou certezas.

Sob a casca do fenômeno, toda uma revelação se escondia.

Uma doutrina nasceu da comunhão das almas.

E, através dela, o problema do Destino, eterno tormento da Humanidade, revestiu um novo aspecto. Com os elementos de uma solução definitiva, ela lhe traz meios de verificação e de controle que até hoje haviam lhe faltado completamente.


As revelações de além-túmulo concordam nesse ponto capital. Para além da morte, como no vasto encadeamento de nossas existências, tudo é regulado por uma lei suprema.

O destino, feliz ou infeliz, é a consequência de nossos atos. A alma cria, ela própria, seu futuro. Através de seus próprios esforços, ela se desprende das baixas materialidades, progride e se eleva para a luz divina, unindo- se sempre mais estreitamente às sociedades radiosas do Espaço e participando através de uma colaboração crescente na obra universal.

O Espiritismo apresenta essa vantagem inapreciável de satisfazer, ao mesmo tempo, a razão e o sentimento. Até aqui essas duas potências da alma estiveram em luta, em perpétuo conflito. Daí, uma causa profunda de sofrimento e de desordem para as sociedades humanas. A religião, apelando para o sentimento e afastando a razão, caía frequentemente no fanatismo, no erro. A Ciência, procedendo em sentido contrário, permanecia seca e fria, impotente para regular os costumes.

Qual não será a superioridade de uma doutrina que vem restabelecer o equilíbrio e a harmonia entre essas duas forças, uni-las, imprimir-lhes um impulso comum para o bem? Há aí, como se compreenderá, o princípio de uma imensa revolução. Através dessa conciliação do sentimento e da razão, o Espiritismo se torna a religião científica do futuro. O homem, liberado dos dogmas que constrangem e das infalibilidades que oprimem, redescobre sua independência e o emprego de suas faculdades.

Ele examina, julga livremente e apenas aceita o que lhe parece bom.



Autor: Léon Denis
Do Livro: No Invisível

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