sábado, 15 de novembro de 2014

Médiuns Facultativos

Médiuns Facultativos
Médiuns Facultativos
facultativo. (...) Para esse efeito, em lugar de entravar os fenômenos, o que se consegue raramente e o que não é sempre sem perigo, é preciso excitar o médium a produzi-los à sua vontade, impondo-se sobre o espírito.” (cap. XIV — segunda parte — item 162)



Feliz de quem abraça a mediunidade de forma consciente e responsável, consagrando-se ao seu ministério com devotamento e sinceridade!

Para os que a ela se dedicam com amor, a mediunidade é uma abençoada oportunidade de ascensão espiritual, resgatando débitos do pretérito e aprofundando-se no conhecimento superior da Vida.

Os médiuns, por maiores sejam os obstáculos que enfrentem, não devem, em hipótese alguma e sob nenhum pretexto, considerar penoso ou sacrificial o exercício da mediunidade.

O que diríamos do lavrador que maldissesse a enxada com que cultiva a gleba que lhe garantirá o pão?!


Para os medianeiros, o momento do intercâmbio com o Invisível, seja no contato com os Espíritos Amigos ou no serviço de enfermagem espiritual junto aos espíritos sofredores, deve ser de alegria, procurando valorizar cada minuto em que lhes seja possível permutar experiências.

Observamos médiuns que, infelizmente, encaram a mediunidade como um fardo a lhes pesar sobre os ombros, e talvez, se não temessem o próprio desequilíbrio, teriam já abandonado a charrua do serviço...

O aperfeiçoamento da mediunidade exige perseverança, interesse, disciplina, estudo, amor e paciência. Muitos médiuns querem começar do ponto onde muitos estão, digamos, “terminando”...

Afoitos, ignoram que o tempo é indispensável ao êxito de qualquer empreendimento, mormente para os de ordem espiritual.

Os Espíritos Benfeitores secundam os esforços sérios e sabem identificar aqueles que têm apenas uma aparência de devotamento. (...)

O grande equívoco dos médiuns é deixar todo o trabalho por conta dos espíritos! Raros são os medianeiros que procuram “especializar-se” em seus dotes medianímicos naturais, buscando facilitar o trabalho que os espíritos desejam desenvolver por seu intermédio. Pela sua importância, trataremos
deste assunto num capítulo à parte.

Contassem os Espíritos Benfeitores com a boa vontade dos médiuns e com um pouco mais do seu precioso tempo e, certamente, conseguiriam produzir muito mais do que produzem, dando à Doutrina um impulso maior. Entretanto, por agora, nós, os espíritos bem-intencionados, temos que sujeitar o nosso tempo ao tempo que os nossos irmãos médiuns podem nos dedicar; não estamos nos queixando — porque reconhecemos as dificuldades de sobrevivência sobre a Terra no apagar das luzes deste milênio, entretanto, esta é a lamentável realidade. É justamente por isto que muitos espíritos de célebres literatos não escrevem para o mundo; falta-lhes a paciência necessária para encontrar e para “fazer” um médium — processo que lhes parece moroso demais... Por “fazer” um médium estamos nos referindo ao preparo que o espírito carece de submeter e de submeter-se junto do médium, a fim de que realmente produza algo de proveitoso em termos de literatura.

Seja, portanto, qual for o tipo de mediunidade a que te consagres, abraça-a com respeito e carinho, agradecendo a Deus por te encontrares trilhando esta estrada de luz, distante dos tantos atalhos que te conduziriam a tenebrosos precipícios...



Autor: Odilon Fernandes
Do Livro: Mediunidade e Evangelho

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