sábado, 31 de janeiro de 2015

Sentido superior da vida

Sentido superior da vida
Sentido superior da vida
“Não procureis o primeiro lugar na Terra, nem vos coloqueis acima dos outros, se não quiserdes ser obrigados a descer.” (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. VII, item 6, CELD.)


Pela graça infinita de Deus, paz!

Balthazar, pela graça de Deus.

Como entender a afirmativa do Cristo de que os que procuram elevar-se acabarão sendo rebaixados? Certamente, Jesus quis chamar-nos a atenção sobre o estado de nossa mente, de nosso espírito.

Ao procurarmos impor aos outros nossa presença, nossos hábitos, acabaremos recebendo de retorno, e isto cedo ou tarde, a rejeição daqueles que, também por pensarem por si próprios, têm o direito de aceitar ou não os atos de pessoas que podemos classificar como aquelas que se querem impor aos outros.

Naturalmente, o desenvolvimento de qualidade moral como a da humildade se faz, com o tempo, com o despertar das criaturas para o lado sensível e respeitoso com relação aos outros. Ao notarmos
alguém agindo de modo contrário à lei do amor e do equilíbrio, não acusemos os pais, como educadores, por falta cometida. Apenas lembremos que as criaturas, às vezes, custam a perceber a necessidade do desenvolvimento dos valores morais. Há seres que se dedicam, exclusivamente, ao aprendizado intelectual, sem se importar com o aprendizado moral.

Aquele que procura entender a necessidade da vivência pacífica ao lado dos outros cria, dentro de si, uma espécie de pensamento que determina o comportamento equilibrado, pacífico; educado, no dizer do mundo. Não porque deseje ser elevado ou educado, mas, simplesmente, porque sente que assim é que deve ser.

Para se sentir isso, no entanto, há de se ter noção do progresso espiritual. Para que possa dizer que está se deixando rebaixar para que os outros cresçam, há de o homem ter já instalado no seu espírito o sentido superior da vida.

Ora, se os pais, se os educadores, se outros ensinam comportamento ao indivíduo, mas este, por si só, não se eleva, isto é, não crê que o melhor para sua vida é a elevação espiritual, ele será disciplinado, porém nunca educado, embora a disciplina preceda o sentimento.

Haverá de chegar um dia em que o homem não precisará mais de gestos disciplinadores porque ele, por sentir o que deve e o que não deve fazer, agirá de acordo com a sua consciência cristã. Alguns dirão que este dia está muito longe. Retrucaremos que este dia chegará quando nos determinarmos a isso.

Então, entenderemos quanto a bondade vale mais do que o mando, que o amor tem prevalência sobre certas formas de vida e que somente os bons serão capazes de criar, de um modo duradouro, a paz na Terra, onde apliquemos nossos tesouros morais e continuemos a viver dentro do apostolado espírita, para entendermos a vida e, mais importante do que entender a vida, a continuidade da vida.

Que Deus a todos nos ajude e abençoe, agora e sempre!

Balthazar, pela graça de Deus. Paz!


Autor: Balthazar
Do Livro: Pela Graça Infinita de Deus, vol. 3

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