quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Caracteres do Verdadeiro Profeta

Caracteres do Verdadeiro Profeta
Caracteres do Verdadeiro Profeta
Concluireis, então, que o verdadeiro missionário de Deus deve justificar sua missão por sua superioridade, por suas virtudes, pela grandeza, pelo resultado e influência moralizadora de suas obras. Tirai ainda outra consequência: se ele está, pelo seu caráter, pelas suas virtudes, pela sua inteligência, abaixo do papel que diz desempenhar, ou do personagem sob o nome de quem se apresenta, é porque ele não passa de um ator de baixa categoria, que nem mesmo sabe copiar o seu modelo.

Uma outra consideração é que a maior parte dos verdadeiros missionários de Deus ignoram a si mesmos; realizam aquilo para que foram chamados pela força do seu próprio gênio, secundado pelo poder oculto que os inspira e os dirige, sem que o percebam, e sem que o tenham premeditado. Em uma palavra, os verdadeiros profetas se revelam pelos seus atos, eles são percebidos; enquanto os falsos profetas se apresentam como os enviados de Deus; os primeiros são humildes e modestos, os segundos são orgulhosos e cheios de si; falam com altivez e sempre parecem temer não serem acreditados.


Têm-se visto alguns desses impostores se intitularem apóstolos do Cristo, outros o próprio Cristo, e o que se torna a vergonha da humanidade, é que eles encontraram pessoas bastante crédulas para aceitarem semelhantes torpezas. Uma consideração bem simples, entretanto, deveria abrir os olhos dos mais cegos, é a de que se o Cristo reencarnasse na Terra, viria com todo o seu poder e todas as suas virtudes, a menos que se admitisse, o que seria um absurdo, que ele houvesse degenerado. Ora, da mesma forma que se tirásseis de Deus um único dos seus atributos não teríeis mais Deus, se tirásseis uma única das virtudes do Cristo, não mais teríeis o Cristo.

Esses que se apresentam como o Cristo têm todas as suas virtudes? Essa é a questão. Observai-os, investigai seus pensamentos e seus atos, e percebereis que lhes faltam, acima de tudo, as qualidades que distinguem o Cristo: a humildade e a caridade, enquanto que lhes sobram as que o Cristo não tinha: a cupidez e o orgulho. Observai, aliás, que neste momento existem, em diferentes países, vários pretensos Cristos, como há vários pretensos Elias, João ou Pedro e que, necessariamente, eles não podem ser verdadeiros. Tende a certeza de que são pessoas que exploram a credulidade, e acham cômodo viver à custa daqueles que os escutam.

Desconfiai, portanto, dos falsos profetas, principalmente em épocas de renovação, porque muitos se intitularão os enviados de Deus; eles procuram obter uma vaidosa satisfação sobre a Terra, mas podeis estar certos de que uma terrível justiça os aguarda. (Erasto. Paris, 1862.)


Autor: Allan Kardec
Do livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo

Um comentário:

Gilberto Lepenisck disse...

Os falsos cristos e os falsos profetas não se sustentam por muito tempo, visto serem desmascarados com o passar do tempo.

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