quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A Personalidade Integral

A Personalidade Integral
A Personalidade Integral
A consciência, o eu, é o centro do ser, a própria base da personalidade.

Ser uma pessoa é ter uma consciência, um eu que medita, se examina, recorda. Mas, será que se pode conhecer, analisar e descrever o eu, suas camadas misteriosas, suas forças latentes, seus germes fecundos, suas atividades silenciosas? As psicologias, as filosofias do passado, em vão, tentaram fazê-lo. Seus trabalhos apenas tocaram de leve a superfície do ser consciente. Suas camadas internas e profundas conservaram -se obscuras, inacessíveis, até o dia em que as experiências do hipnotismo, do Espiritismo, da renovação da memória, finalmente, projetaram alguma luz sobre elas.

E, então, pôde-se ver que em nós se reflete, repercute todo o Universo, em sua dupla imensidão de espaço e de tempo. Dizemos de espaço, pois a alma, em suas livres e plenas manifestações, não conhece as distâncias. Dizemos de tempo, porque todo um passado repousa nela e o futuro lá está, em estado embrionário.


As escolas antigas admitiam a unidade e a continuidade do eu, a permanência, a identidade perfeita da personalidade humana e sua sobrevivência. Seus estudos baseavam-se no sentido íntimo, naquilo que, hoje em dia, chama-se introspecção.

A nova psicologia experimental considera a personalidade como um agregado, um composto, uma “colônia”. Para ela, a unidade do ser é apenas aparente e pode decompor-se. O eu é uma coordenação passageira, disse Th. Ribot. Estas afirmações fundamentam-se em fatos experimentais, que não poderiam ser negligenciados, tais como: vida intelectual inconsciente, alterações da personalidade, etc.



Autor: Léon Denis
Do livro: O Problema do Ser e do Destino

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