segunda-feira, 28 de março de 2016

Órfãos de Amor

Órfãos de Amor
Órfãos de Amor
“(...) juntai à ajuda que derdes o mais precioso de todos os benefícios: uma boa palavra, um carinho, um sorriso amigo.” (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. XIII, item 18. CELD.)


Pela graça infinita de Deus, paz!

Balthazar, pela graça de Deus.

Ao analisarmos a questão da orfandade, devemos lembrar que órfão é todo aquele que não dispõe do carinho, do apoio, da confiança de um pai, de uma mãe, de um adulto que o sustente num determinado período de vida, justamente o período de maior carência.

Poderemos ser órfãos do amor materno, quando crianças; poderemos ser órfãos do amor de um adulto, quando sozinhos nas lutas diárias, mas nunca estaremos órfãos do amor de Deus, que está sempre presente junto a nós na sustentação dos nossos esforços.

Em sua fase de progresso, o espírito humano precisa de muita força, de muito apoio, de amparo, mesmo, daqueles que se colocam na condição de condutores de seu destino.

Assim, encontramos verdadeiros seres angélicos a proteger a humanidade, sem que sejam pais dessa humanidade. Encontramos espíritos de bondade que se dispõem a socorrer várias almas, de modo que se constituem em verdadeiros condutores dos destinos daqueles seres.


Então, observamos que a orfandade está vinculada à ausência de amor. E o que nos indica tal estudo? Indica-nos que todos os que conhecemos o assunto, que todos os que já passamos, mais ou menos, pelo sentimento do abandono, da ausência do amparo, da ausência do socorro, devemos fazer o que nos for possível para que nunca falhemos no amor às pessoas que sabemos depender de nós.

Nunca sejamos ausentes do sentimento de bondade; nunca sejamos distantes do sentimento de solidariedade; nunca deixemos de lado a manifestação de generosidade, quando pudermos fazê-lo.

Essa é uma maneira de indicar que nós protegemos aqueles que estão ao nosso lado.

Se alguém, contudo, perguntar: E o medo de ser rechaçado? E o medo de não ser reconhecido? A estes tais responderei que a nossa alma fica satisfeita em fazer o bem, quando não temos orgulho.

Direi àqueles que têm orgulho e que foram rechaçados e se sentiram ofendidos: Diminuí o vosso orgulho e falai com todas as pessoas que estão ao vosso lado que as vossas intenções são as mais perfeitas, as mais edificantes, até mesmo as mais puras. Aprendei a dar a mancheias o que existe de bondade, caridade, generosidade em vossos corações.

Aprendei a fazer isso; não temais, nunca, o não serem reconhecidos por aqueles a quem vos dirigis. Basta a consciência tranquila de cada um; basta o sentimento de real solidariedade e amor que cada um possui, na vida de relação, quando tantas vezes somos convidados a abençoar aqueles que estão ao nosso lado. Que o façamos, não os deixando órfãos do amor de Deus, tampouco do amor que lhes possamos dedicar.

Elevai os vossos corações se quiserem fazer isso. Se o vosso espírito não ascender, nunca o fareis espontaneamente ou com solidariedade.

Aprendei que o sentimento é fruto da elevação. Geralmente, quando uma criatura tem amor no coração para doar a alguém, afastando a orfandade, essa criatura já está a caminho do equilíbrio, da elevação e da paz. Já pensa com elevação.

Que Deus e Jesus amparem, confortem, orientem e sustentem a todos!

Que cada um saia daqui amparado pelo amor de Deus, que, como já lhes disse, nunca nos deixa órfãos, e pelo carinho de todos aqueles que estão na Casa, ajudando-se mutuamente!

Muita paz!

Balthazar, pela graça infinita de Deus.



Autor: Balthazar
Do livro: Pela Graça Infinita de Deus, vol. 3.

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