domingo, 27 de março de 2016

As Leis da Comunicação Espírita

As Leis da Comunicação Espírita
As Leis da Comunicação Espírita
Nós dizemos: homens ou espíritos. Com efeito, o que o cérebro humano emite sob forma de vibrações, o cérebro „ fluídico do espírito o irradia sob forma de ondas mais extensas, irradiações que vibram sob um ritmo mais largo e mais poderoso, pois as moléculas „ fluídicas, mais „ flexíveis, mais maleáveis que os átomos do cérebro físico, obedecem, melhor, à ação da vontade.

Todavia, esses cérebros, espirituais e humanos contêm as mesmas potências. Porém, enquanto que no nosso cérebro mortal, essas potências adormecem ou vibram fracamente, nos espíritos elas atingem sua energia máxima. Uma comparação nos fará melhor apreender esse fenômeno.

Essa comparação, Ch. Drawbarn a encontra num bloco de gelo, onde estão contidas, em estado latente, todas as potencialidades quem mantêm unidos os cristais de que ele se compõe. Submetendo esse bloco à ação do calor, dele liberareis forças que irão crescendo até que, passado ao estado de vapor, tenha recuperado e manifestado todas as energias nele contidas. Nosso cérebro seria comparável a esse bloco de gelo, que vibra debilmente sob a ação restrita do calor, enquanto que o do espírito será o vapor que se tornou invisível porque ele vibra e irradia com muito mais rapidez para que possa ser percebido pelos nossos sentidos.


A diferença dos estados se complica com a variedade das impressões. Sob a in„fluência dos sentimentos que os animam, desde a calma do estudo até as tempestades da paixão, as almas e os cérebros vibram em graus diversos, segundo velocidades diferentes; a harmonia entre eles só pode se estabelecer quando suas ondas vibratórias se igualam, como é o caso de diapasões idênticos ou placas de telefone. Um cérebro de fracos e lentos impulsos não pode se harmonizar com um outro, cujos átomos estão animados por um movimento que se assemelha à vertigem.

Nas comunicações espíritas, a dificuldade consiste, portanto, em harmonizar vibrações e pensamentos diferentes. É na combinação das forças psíquicas e dos pensamentos entre o médium e os experimentadores, de um lado; entre estes e os espíritos, de outro, que está toda a lei das manifestações.

As condições são favoráveis quando o médium e os assistentes constituem um grupo harmônico, isto é, quando pensam e vibram em uníssono. Quando os pensamentos emitidos, quando as forças irradiadas divergem, ao contrário, elas se entravam, se anulam reciprocamente. O médium, no meio dessas correntes contrárias, experimenta um constrangimento, um mal-estar indefinível; às vezes, até, ele é, como que paralisado, anulado. Será necessária uma poderosa intervenção oculta para produzir o menor fenômeno.

Quando a harmonia entre as forças emanadas dos assistentes é completa, quando os pensamentos convergem para um mesmo objeto, uma outra †dificuldade se apresenta. Essa união de forças e de vontades pode ser su† ciente para provocar efeitos físicos e até fenômenos intelectuais, e somos logo levados a atribuir à intervenção de personalidades invisíveis. É por isso que é prudente e sábio só admitir essa intervenção quando ela é estabelecida através dos fatos precisos.



Autor: Léon Denis
Do livro: No Invisível.

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