sábado, 25 de junho de 2016

Livre-Arbítrio

Livre-Arbítrio
Livre-Arbítrio
“A máxima fora da caridade não há salvação é a consagração do princípio de igualdade diante de Deus e da liberdade de consciência.” (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, 2.ed. Edições Léon Denis, 2003. Cap. XV, item 8.)

Pela graça infinita de Deus, paz!

Balthazar, pela graça de Deus.

Os homens aferram-se às suas ideias, crendo fazer com que outros pensem como eles pensam. Entretanto, quem assim age esquece que a maior fonte de luz que existe dentro de um ser humano é a sua liberdade de escolha.

A Doutrina Espírita, dando continuidade ao processo de libertação que foi iniciado com o Cristo, ensina que o homem tem o livre-arbítrio dos seus atos e que Deus dá a cada um a oportunidade de exercer esse livre-arbítrio quando observa no ser o amadurecimento capaz de torná-lo realmente uma pessoa equilibrada e de bem.

Todos os que proclamamos a necessidade do livre-arbítrio temos na consciência o sentido de liberdade que já possuímos.


Assim pensando, os homens agem, pensam conduzir a outros homens dentro dos seus padrões mentais, mas esquecem-se de convencer as criaturas, esquecem-se de mostrar-lhes que elas mesmas devem evoluir, que elas mesmas devem pensar de modo elevado.

Quem assim o faz acaba dominando. Tendo uma ideia errônea de liberdade, domina os outros. Mas, à medida que a criatura começa a sentir-se liberta, à medida que começa a pensar, ela vai exercendo o seu livre-arbítrio e vai tendo ideias próprias, não mais se deixando vencer por aquilo que lhe impuseram.

Cremos, assim, que a cada um de nós, espíritas, onde e em que posição estivermos, cabe ensinar, mostrar, defender ideias e nunca impor. Aquela fase infantil da humanidade, em que as ideias eram impostas, cremos já tenha passado para a maioria das pessoas.

Entretanto, não nos esqueçamos: a cada ação corresponde uma reação. Se dentro dos nossos princípios, os princípios estabelecidos pela lei de liberdade, ofendermos, um átimo que seja, a liberdade dos outros, fatalmente, um dia, teremos a nossa liberdade também tolhida, até que aprendamos a respeitar tanto os outros, que jamais teremos nada contra nós mesmos.

Cultivemos, portanto, o hábito de pensar. Reflitamos sobre as nossas palavras. Examinemos os nossos atos. Concluamos pela necessidade do equilíbrio e façamos todo o bem que estiver ao alcance das nossas mãos, de modo harmonizado, de modo que as pessoas tenham que falar de nós coisas elevadas e positivas.

Busquemos a paz e façamos do nosso esforço uma constante para chegarmos a um objetivo de vida superior.

Que a paz de Deus esteja conosco, ajudando-nos, fazendo-nos pensar, tornando-nos equilibrados e bons, tornando-nos cada vez mais úteis à sociedade em que vivemos!

Não nos esqueçamos da lei de ação e reação. Repetindo-me, responderemos por todos os nossos gestos, palavras, acusações indébitas, atos irrefletidos, não tenhamos dúvida! Um dia, daremos conta daquilo que não fizermos no bem ou daquilo que fizermos ofendendo o equilíbrio das coisas.

Que Deus a todos nós proteja, ampare e conduza, agora e sempre!

Muita paz!

Balthazar, pela graça infinita de Deus.



Autor: Balthazar
Do livro: Pela Graça Infinita de Deus, vol. 1.

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