terça-feira, 7 de março de 2017

Manifestações Inconvenientes

Manifestações Inconvenientes
Manifestações Inconvenientes
“25. Quando um Espírito inferior se manifesta, pode-se obrigá-lo a retirar-se? Sim, não o escutando mais. Mas como quereis que se retire quando vos divertis com suas torpezas? Os Espíritos inferiores se prendem àquele que os ouvem com complacência, como os tolos entre vós.” (Cap. XXV – Segunda Parte – item 282.)


Por manifestações inconvenientes, referimo-nos àquelas manifestações que ocorrem em locais e momentos inadequados.

Os Espíritos esclarecidos sabem aguardar o instante e o local apropriados para se manifestarem, respeitando a intimidade dos lares e a disciplina existente nos centros espíritas; os Espíritos ignorantes, não raro propositadamente, manifestam-se a qualquer hora e em qualquer lugar, valendo da invigilância dos médiuns de que se utilizam.

Consideramos inconvenientes as manifestações que acontecem durante a transmissão de passes, nas reuniões de caráter público nos templos espíritas, durante a realização de cultos do Evangelho no lar, nos ambientes de trabalho profissional, nas ruas, nos encontros de jovens, nas aulas de evangelização infantil, nas visitas aos doentes nos hospitais...


Quando ocorrer uma manifestação mediúnica imprevista ou inconveniente, é de bom alvitre que um doutrinador presente, agindo com a presteza e com a discrição possíveis, convide o Espírito para se retirar, esperando o momento aconselhável para expressar-se como necessita.

Os médiuns já com algum conhecimento da Doutrina sabem que não devem permitir a passividade quando o ambiente não seja propício; se o fazem carecem ser alertados para que o fato não se repita (...)

Médium que quer incorporar a todo instante, psicografar a toda hora, que vê e ouve os Espíritos a cada minuto, está sob evidente desequilíbrio e manda a caridade que ele seja alertado a respeito.

Pode ser, inclusive, que haja necessidade de uma pausa momentânea em suas atividades mediúnicas, “saneando” o seu psiquismo, a fim de que, depois, ele as retome com mais discernimento e controle sobre as próprias emoções.

Infelizmente, a verdade é dura, mas carece de ser dita: os médiuns acham que a partir do momento em que recebem a primeira comunicação já estão desenvolvidos... E como alguém que passasse a se considerar homem por ter alcançado a maioridade... Crendo-se assim desenvolvidos, eles próprios se dispensam de qualquer estudo do Espiritismo, acreditando que já chegaram onde muitos ainda estão se esforçando para chegar... E que, em geral, os médiuns, crendo que serão instruídos pelos Espíritos, não gostam de estudar. Mas é também por isto que muitas mediunidades não avançam além do primeiro passo dado.

Os Espíritos não têm o direito de ser inconvenientes em suas manifestações; quando o são, parcela dessa inconveniência deve ser tributada à invigilância e à indisciplina dos médiuns.



Autor: Odilon Fernandes
Do livro: Mediunidade e Evangelho

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