domingo, 5 de março de 2017

Muito e Pouco

Muito e Pouco
Muito e Pouco
É na bênção do “pouco” que rasgas, de imediato, a senda ideal para o sol da alegria.

Enquanto o “muito” é constrangido a sopesar responsabilidades maiores, no campo dos compromissos que envolvem o bem geral, podes, com o fruto do teu trabalho, semear a divina felicidade que nasce do coração.

Dentro do “pouco” que te limita a existência, atenderás, desse modo, às necessidades que, hoje, aparentemente sem expressão, quais sementes desvaliosas, serão, de futuro, verdadeiras messes de talentos celestiais.

É assim que solucionarás modestas despesas de conteúdo sublime, quais sejam:

O copo de leite para a criança necessitada...

A sopa eventual para os que passam sem rumo...

O remédio para o doente esquecido...

O socorro fraterno às mães caídas em abandono...


O agasalho singelo aos hóspedes da calçada...

O prato adequado ao enfermo difícil...

O colchão que alivie o paralítico em sombra...

A lembrança espontânea que ampara o menino triste...

O concurso silencioso, conquanto humilde, em favor do amigo hospitalizado...

O serviço discreto às casas beneficentes...

O livro renovador ao companheiro em desânimo...

A gentileza para com o vizinho enjaulado na provação...

A cooperação indiscriminada a esse ou àquele setor de luta...

Não esperes, portanto, que a vida te imponha uma cruz de ouro para ajudar e servir.

Lembra-te de que os chamados ricos, por se encarcerarem nas algemas do “muito”, nem sempre podem auxiliar, sem delongas, presas que são de suspeitas atrozes, na defensiva dos patrimônios que foram chamados a manobrar, na extensão do progresso...

Ora por eles, ao invés de reprochar-lhes a hesitação e a conduta, porquanto, se tens amor, sairás de ti mesmo com o “pouco” abençoado que o Senhor te confia e, obedecerás ao próprio Senhor, espalhando, em Seu nome, a força da paz e o benefício da luz.



Autor: Emmanuel
Do livro: Religião dos Espíritos

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