sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Fé, Esperanças e Consolações

Fé, Esperanças e Consolações
Fé, Esperanças e Consolações
A razão é uma faculdade superior, destinada a nos esclarecer sobre todas as coisas; desenvolve-se e aumenta com o exercício, como todas as nossas faculdades. A razão humana é um reflexo da Razão Eterna: “É Deus em nós”, disse São Paulo. Desconhecer seu valor, sua utilidade, é desconhecer a natureza humana e ultrajar a própria Divindade. Querer substituir a razão pela fé é ignorar que todas duas são solidárias. Elas se fortalecem e vivificam-se uma a outra. Sua união descortina ao pensamento um campo mais vasto; ela harmoniza nossas faculdades e nos proporciona a paz interior.

A fé é mãe dos nobres sentimentos e das grandes ações. O homem profundamente convencido permanece inabalável diante do perigo, como no meio das provas. Acima das seduções, das adulações, das ameaças, mais alto que as vozes da paixão, ouve uma voz que ecoa nas profundezas da sua consciência e cujos ruídos o sustentam na luta, advertem-no nas horas perigosas.

Para produzir tais resultados, a fé deve repousar sobre o fundamento sólido que lhe oferecem o livre exame e a liberdade de pensar. Ao invés de dogmas e de mistérios, deve apenas reconhecer os princípios decorrentes da observação direta, do estudo das leis naturais. Tal é o caráter da fé espírita.

A filosofia dos espíritos nos oferece uma crença que, por ser racional, é tanto mais robusta. O conhecimento do mundo invisível, a confiança numa lei superior de justiça e de progresso, tudo isso imprime à fé um duplo caráter de calma e de certeza.



Autor: Léon Denis
Do livro: Depois da Morte.

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