segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Visão e Audição Psíquicas em Estado de Vigília

Visão e Audição Psíquicas em Estado de Vigília
Visão e Audição Psíquicas em Estado de Vigília
A História está repleta de fenômenos de visão e de aparição.

Na Judeia, a sombra de Samuel exorta Saul. No mundo latino, fantasmas se mostram a Numa, a Brutus, a Pompeu. Os anais do Cristianismo são ricos de fatos desse gênero.

Na Idade Média, os casos de visão e de audição, os mais notáveis, são os de Joanna d’Arc. É sempre a essa virgem incomparável, o mais admirável dos médiuns que o Ocidente produziu, que é preciso recorrer, quando se quer citar provas brilhantes da intervenção do mundo invisível na nossa História.

Toda a vida da heroína está repleta de aparições e de vozes, sempre idênticas a elas mesmas e que nunca se desmentem. Nos valezinhos de Domremy, nos campos de batalha, diante dos examinadores de Poitiers e seus juízes de Rouen, por toda a parte, os espíritos a assistem, inspiram-na. Suas vozes ressoam em seus ouvidos, fixando sua tarefa cotidiana, dando à sua vida uma direção precisa e um fim glorioso. Elas anunciam acontecimentos que se realizam, todos. Na sua prisão dolorosa, essas vozes a consolam e a encorajam: “Aceita tudo de bom grado, não te preocupes com teu martírio; tu virás, finalmente, para o reino do paraíso”. E os juízes, a quem ela confia suas conversações, parecem inquietos com essa predição, cujo sentido eles compreendem.

A todas as perguntas, pérfidas, insidiosas, que lhe fazem, as vozes ditam a resposta, e se esta se faz esperar, ela o declara: “Eu me submeterei ao meu conselho”.

Quando as vozes se calam, abandonada a si mesma, ela é apenas uma mulher; fraqueja, retrata-se, submete-se. Porém, durante a noite, a voz se faz ouvir de novo. E ela o repete aos seus juízes: “A voz me disse que era pecado abjurar; o que fi z está benfeito”.



Autor: Léon Denis
Do livro: No Invisível.

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