quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Juízo

Não é necessário que a morte abra as portas de tribunais supremos para que o homem seja julgado em definitivo.

A vida faz análise todos os dias e a luta é o grande movimento seletivo, através do qual observamos diversas sentenças a se evidenciarem nos variados setores da atividade humana.

A moléstia julga os excessos.

A exaustão corrige o abuso.

A dúvida retifica a leviandade.

A aflição reajusta os desvios.

O tédio pune a licença.

O remorso castiga as culpas.

A sombra domina os que fogem à luz.

O isolamento fere o orgulho.

A desilusão golpeia o egoísmo.

As chagas selecionam as células do corpo.

Cada sofrimento humano é aresto do juízo divino em função na vida contingente da Terra.

Cada criatura padece determinadas sanções em seu campo de experiência.

Compreendendo a justiça imamente do Senhor, em todas as circunstâncias e em todas as coisas, atendamos a sementeira do bem, aqui e agora, na certeza de que, segundo a palavra do Mestre, cada espírito receberá os bens e os males do patrimônio infinito da vida, de conformidade com as próprias obras.

Autor: Emmanuel
Do livro: taça de Luz

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