segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Mediunidade


Mediunidade
O fenômeno da mediunidade preenche as idades. Ora fulgurando com um brilho intenso, ora sombrio e velado,
conforme o estado d’alma dos povos, ele jamais deixou de guiar a Humanidade na peregrinagem terrestre.Todas as grandes obras são filhas do Além. Tudo o que revolucionou o mundo do pensamento, levou a um progresso intelectual, nasceu de um sopro inspirador.

Na hierarquia das inteligências, existe uma magnífica solidariedade. Os grandes inspirados transmitiram, ao
longo do caminho dos séculos, a tocha da mediunidade reveladora e gloriosa. A Humanidade ainda caminha à luz crepuscular dessas revelações, à claridade desses fogos acesos nos primórdios da História por esses predestinados acendedores.



Essa visão da História Geral é grandiosa e consoladora; ela toma a maneira e o caráter de um drama sagrado. Deus envia seu pensamento ao mundo através dos mensageiros que, incessantemente, descem os degraus da escada dos seres e vão levar aos homens a comunicação divina, como os astros enviam à Terra, através das profundezas, suas irradiações sutis. Desse modo, tudo se religa no plano universal. Os mundos superiores fazem a educação dos mundos inferiores. Os espíritos celestes se fazem os instrutores das humanidades atrasadas. A ascensão dos mundos de provas para os mundos regeneradores é o mais belo espetáculo que se pode oferecer à admiração do pensador.

Desde as esferas mais elevadas e mais brilhantes até as regiões mais obscuras e mais baixas; desde os espíritos mais radiosos até os homens mais grosseiros, o pensamento divino desce numa cascata de luz e numa efusão
de amor.


Autor: Léon Denis
Do livro: No invisível

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