terça-feira, 19 de junho de 2012

O Assistido


O Assistido
Diante daqueles a quem socorres, não admitas que a caridade seja prerrogativa unicamente de tua parte. 

Enumera os bens que recolhes daqueles a quem amparas. 

Habitualmente doamos aos companheiros necessitados algo do que nos sobra, deles recebendo muito do que nos falta. 

É preciso não esquecer que da pessoa a quem assistimos obtemos benefícios substanciais, como sejam: 


a verificação de nossas próprias vantagens; 

o conhecimento das responsabilidades que nos competem, à frente dos outros; 

o aviso salutar, com relação aos deveres que nos cabem, na preservação dos bens da vida; 

a paciência com os nossos obstáculos e males menores; 

o ensinamento da provação com que somos defrontados; 

a aquisição de experiência; 

as vibrações de simpatia; 

o auxílio que recebemos para sustentar mais amplo auxílio aos outros; 

o consolo nos sofrimentos que, porventura, nos fustiguem; 

o crédito moral que se registra, a nosso favor, na memória dos espíritos encarnados e desencarnados que amparam a criatura em crises e empeços maiores que os nossos. 

Serve a benefício dos semelhantes, tanto quanto possas e como possas, em bases da consciência tranquila, sempre que encontres o próximo baldo de equilíbrio, espoliado de esperança, sedento de paz ou cansado de angústia, nas trilhas do cotidiano, porque a caridade é sempre maior nos dividendos para aquele que dá. Por isso mesmo, temos no Evangelho do Senhor a advertência inesquecível: “mais vale dar que receber”. 


Autor: Emmanuel
Do Livro: Caridade

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