terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Trabalhadores da última hora

Trabalhadores da última hora

Meus filhos, Jesus nos ampare!

Eis-nos na gleba de redenção.

Honrados com o nobre mister de preservar a palavra do Evangelho, encontramo-nos no campo da construção do mundo novo.

Somos, porém, os trabalhadores da última hora, que anteriormente comprometemos o ministério de que nos encontrávamos investidos, não sabendo defender o legado que nos chegou do Alto.

Aturdidos pelas homenagens transitórias do mundo, fizemos chafurdar nos fossos miasmáticos da usura e da exterioridade pomposa a boa nova de redenção(...)

O discípulo do Evangelho é alguém que não esmorece nunca; operário que não abandona a enxada a pretexto de preservá-la, por saber que o instrumento deixado a esmo é corroído pela ferrugem, enquanto que a lâmina que se desgasta, no atrito do solo, reluz, sempre pronta para o serviço.


Cabe-nos, desse modo, o trabalho de desgaste das nossas imperfeições nas pedras e cascalhos do solo da reencarnação, porquanto soa o nosso momento de testemunhar fidelidade aos enunciados superiores da vida...

Estejamos tranquilos, vencendo os pruridos da vaidade e da ostentação.

Constituímo-nos num todo harmônico, amparando-nos reciprocamente e fraternalmente servindo.

Ninguém trabalha para ninguém, antes, para si mesmo.

Somos, todavia, obreiros a serviço do Senhor. As obras

externas passam, enquanto o espírito do Cristo, que colocamos dentro das nossas casas, este, deve permanecer.

Não somos viandantes inexperientes na via evangélica... Não estamos convidados por primeira vez para o tentame... Não é esta a participação inicial, objetivando acertarmos o passo com o bem... (...)

A nossa não é outra, senão, a tarefa de conduzir com segurança os náufragos das experiências humanas ao porto da paz.

Não receemos! E confiando que a nossa tarefa se fará, digamos: Senhor! Tu que nos chamaste à Obra de restauração do amor nos corações, apiada-te de nós.

Somos fracos, fortalece-nos; somos imperfeitos, ajuda-nos; somos tíbios de coragem tropeçando a toda hora, soergue-nos.

Em chegando o momento culminante, quando a sombra da desencarnação pousar sobre cada um de nós, abre-nos as portas da vida nova, a fim de que possamos ressurgir vitoriosos, após o trânsito pelas cinzas do corpo frágil...

Guarda-nos de nós mesmos e permanece conosco até o fim da jornada! 



Autor: Bezerra de Menezes
Do Livro: Compromissos Iluminativos

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