terça-feira, 23 de julho de 2013

Médiuns adoslecentes

Médiuns adoslecentes
Médiuns adoslecentes
Qual é a idade na qual se pode, sem inconvenientes, se ocupar da mediunidade? 

Não há idade precisa e isso depende inteiramente do desenvolvimento físico, e ainda mais do desenvolvimento moral; há crianças de doze anos que serão menos afetadas do que certas pessoas adultas. Falo da mediunidade em geral, mas a que se aplica aos efeitos físicos é mais fatigante corporalmente; a escrita tem um outro inconveniente que se relaciona com a inexperiência da criança, no caso em que quisesse dela se ocupar sozinho e com ela divertir- se”. (Cap. XVIII, segunda parte, item 221.) 


Embora não haja limite de idade para o aparecimento da mediunidade, é de bom alvitre que o adolescente ou que o jovem a ela não se entregue, sem a necessária noção de responsabilidade. 

Não é porque a mediunidade apareça nesse ou naquele jovem que ele seja um predestinado. Quase sempre isto acontece para que a família, distante da verdadeira fé em Deus, se encaminhe ao esclarecimento espiritual que não possui. 


No adolescente ou no jovem, o surgimento da mediunidade parece ter a função específica de despertar os que convivem com ele; quando os espíritos interessados nesta providência alcançam o seu objetivo, eles se afastam, dando por concluída a tarefa de acender alguma luz entre os que lhes são caros. 

Instrumento para a conscientização dos familiares, assim que isto acontece, os jovens, no que diz respeito às suas forças medianímicas, se asserenam, fi cando, talvez, para mais tarde o efetivo desenvolvimento de suas faculdades (...) 

Através da frequência ao centro, das leituras, dos passes, das orações, da nova disposição mental, da vigilância maior, dos diálogos construtivos e do serviço no bem, o jovem irá se equilibrando mediunicamente, conseguindo paz, a fi m de prosseguir em seus estudos escolares e ocupações normais. Posteriormente, quando se defina na vida, se ele tiver renascido com tarefa específica no campo da mediunidade, então chegará o momento de abraçá-la. 

Perseverando em sua convicção espírita, passados aqueles momentos de entusiasmo inicial, o jovem também poderá iniciar-se na transmissão dos passes, medida que lhe será extremamente benéfica, porque haverá de colocá-lo em contato direto com o sofrimento alheio, desenvolvendo nele, paralelamente à sua mediunidade, o sentimento de real amor ao próximo. 

Existem médiuns espíritas distantes dos sofredores, médiuns que são médiuns sem prática evangélica... Os médiuns que assim se iniciam dificilmente se aproximarão dos mais carentes; preferirão lidar com os espíritos necessitados, porque não terão que sujar as mãos, do que com os pobres na periferia das cidades... 

Que os médiuns adolescentes e jovens mereçam atenção especial dos espíritas que permanecem à frente das tarefas doutrinárias do centro, conscientes de que terá soado para aquele grupo familiar o instante de despertar para as realidades do espírito. 



Autor: Odilon Fernandes
Do Livro: Somos Todos Médiuns

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