quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Em tudo, a Misericórdia Divina

Em tudo, a Misericórdia Divina
Em tudo, a Misericórdia Divina
“(...) mas é uma consolação poder vos comunicar com vossos amigos pelos meios que possuís, aguardando que tenhais outros mais diretos e mais acessíveis aos vossos sentidos.” (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, 1. ed. Celd. Pergunta 934.)


Muitas vezes, o coração encarnado pergunta como estão os seus afetos que acabaram de passar para o mundo dos espíritos. E as indagações se sucedem como que desejando uma explicação definitiva para o problema da saudade, para o problema da dor.

No que se refere aos espíritos bons, aqueles que, enquanto encarnados, praticaram todo o bem que podiam, espontaneamente, diremos que tais almas se encaminham com paz e tranquilidade, na direção dos seus pousos naturais.

Aqueles, perfazendo a maioria, que passaram pela Terra como ondas do mar, que vão e vêm, quase
sempre precisam reformular ideias, corrigir impressões, modificar conceitos, melhorar seu padrão espiritual, para poderem alcançar o núcleo a que estão destinados. Muitas vezes, mesmo, essas almas passam por situações difíceis, já que tiveram compromissos agravados, em função de gestos impensados, atitudes desencontradas, palavras ditas com o objetivo de ferir.

Outras vezes, são almas que apenas foram intransigentes, em nada procurando facilitar a vida do seu próximo. Esses espíritos muito têm a sofrer e, se não houver um sincero arrependimento da parte deles, passarão por estágios dolorosos e demorados, para que possam atingir o nível de bem de que precisam.

Outros, ainda, são aqueles espíritos que, inferiores, de modo algum se candidatam ao progresso. Neles, o mal é comum e permanente, sendo-lhes preciso dores, sofrimentos e lágrimas. Estagiam obrigatoriamente nas regiões dolorosas, para que aprendam a ver o quanto de mal fi zeram.

Em todos os casos, no entanto, há a misericórdia de Deus funcionando, há a bondade maior sustentando, há a corrigenda com o objetivo de elevar; em todos, há a presença de Deus e a figura de Jesus, como marcas indeléveis nos corações, para que, amparados pelo amor de Deus e pelo Mestre Jesus, todos se sintam como que se encaminhando na direção do progresso e da paz.

Se, de algum modo, alguém tiver saudades de um ente que se encontre na espiritualidade e deseje saber como esse espírito está, indague de sua própria lembrança como ele foi e terá a noção de como ele está. E a esta pergunta adicione-se a noção de misericórdia de Deus e saberá, seguramente, onde cada um está.

E que Jesus nos ajude e abençoe, agora e sempre!

Muita paz, caros filhos! Muita paz!



Autor: Hermann
Do livro: Palavras do Coração, vol. 1.

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito esclarecedora e simples a resposta para a pergunta de como estão os nossos entes queridos que desencarnaram: basta lembrar de como eram enquanto encarnados!

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