domingo, 19 de abril de 2015

Paciência, a Grande Virtude.

Paciência, a Grande Virtude.
Paciência, a Grande Virtude.
“Sede pacientes; a paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado por Deus.” (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo, 2.ed. CELD, 2003. Cap. IX, item 7.)



Pela graça infinita de Deus, paz!

Balthazar, pela graça de Deus.

Um dos convites à paciência está justamente dentro do lar, local onde, habitualmente, os caracteres se apresentam em toda a sua nitidez, ambiente em que a própria liberdade que possuímos nos dá o direito de falar, de agir, como bem entendemos.

Sede de crises, geralmente porque aí encontramos pessoas que, como nós mesmos, reagem quando as coisas não ocorrem de acordo com as suas ideias e concepções, o lar é o local, por excelência, para a prática desta virtude chamada paciência.

Aprendamos com a vida a viver em paz, com a companhia que Deus nos ofertou e que nós aceitamos.

Quase sempre, são pessoas que nos encantaram num determinado período da vida e que, a partir de
um certo momento, se revelaram quais são interiormente.

Desgostamo-nos, então, julgando não ser aquela pessoa a alma que conhecêramos anteriormente, esquecidos de que tal atitude traduz o estado de liberdade em que a alma se encontra junto a nós.

Por não entendermos o outro, ou por não termos paciência para convivermos com suas dificuldades, entramos em processo de desencanto, quando não em processo de depressão, porque as coisas já não ocorrem como imaginamos. Em realidade, essas pessoas nada mais são do que aquelas mesmas que nós conhecemos.

Os filhos, algumas vezes, mostram, igualmente, esta maneira de ser. Em criança, beleza, alegria, promessas... Jovem, surgem os problemas. Começam, desde então, a demonstrar o que serão no futuro.

Os pais, vendo seus filhos como crianças, não levam em conta que, no futuro, esses espíritos serão mais difíceis ainda. Não percebem que tais almas precisam de disciplina; precisam de amor, sim, mas de disciplina também. Deixam-nas livres, como quem deixa que se crie uma planta que não desejará ter em seu jardim, no futuro.

Quando o ser começa a se mostrar como espírito, eis que os pais se queixam de abandono, de flagício e às vezes, até mesmo, se queixam de Deus. Mas não viram que essa alma era difícil desde o início?! Por que esperar alguma coisa que ela não pode dar?

Finalmente, temos a impaciência com nós mesmos. Quantas vezes não nos cansamos dos nossos próprios atos! Dizemos que estamos cansados; proclamamos que não queremos mais trabalhar, porque nos sentimos exaustos; reclamamos do calor, do frio, da roupa, do local, reclamamos de tudo. Em realidade, o que nos está faltando é paciência com nós mesmos.

Não estamos levando em conta que somos almas em processo de progresso, almas que estão procurando crescer espiritualmente.

Emolduramos nossa alma em moldura dourada de paz, quando a figura ainda não é dourada nem pacífica. Reclamamos dos outros, quando, em realidade, vivemos reclamando de nós mesmos. Sentimo-nos insatisfeitos, atingidos pelos outros; não somos capazes de conviver com a nossa própria
realidade, e eis que reclamamos de todo mundo, acusando o governo, a chefia mais próxima, a religião, a casa espírita, as pessoas vizinhas e as pessoas que estão em casa.

Em realidade, não fomos capazes de nos transformar e, por isso, de tudo reclamamos. Se nos olharmos no espelho, iremos ver que também nós precisamos disciplinar nosso coração, nosso espírito, aprimorar nossos valores, conviver com a nossa realidade.

Meus irmãos, a impaciência conosco é uma realidade que se apresenta sob nomes diversos, como: cansaço, exaustão, reclamação e outros tantos motivos.

Busquemos, entretanto, a Jesus, o Mestre da paz: “Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros”. (Jo., 15:17.)

“Eis que vos envio como cordeiro entre lobos.” (Lc., 10:3.)

“Confio em Deus...” (Atos, 27:25.)

“Eis que vos digo: “Andai, enquanto tendes luz”. (Jo., 12:35.)

“Amai ao próximo como eu mesmo vos amei.”

Irmão, busquemos Jesus, para combater a impaciência.

Que Deus, bondade e amor eterno, nos sustente, agora e sempre!

Graças a Deus! Balthazar, pela graça infinita de Deus.




Autor: Balthazar
Do livro: Pela Graça Infinita de Deus, vol. 1.

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