domingo, 11 de outubro de 2015

Deus e a razão de viver

Deus e a razão de viver
Deus e a razão de viver



“As vicissitudes da vida têm, pois, uma causa e, visto que Deus é justo, essa causa deve ser justa.” (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. V, item 3. CELD.)






Pela graça infinita de Deus, paz!

Balthazar, pela graça de Deus.

Conversarmos sobre Deus é o mesmo que meditarmos com bastante profundidade acerca da razão de viver. Sendo Pai, Deus não trará para os seus filhos senão o que os mesmos possam suportar. Ao mesmo tempo em que como Pai não trará nada que signifique injustiça ou desarmonia diante da ordem natural das coisas.

Assim, quando pensarmos em espírito imortal, quando pensarmos nas chamadas penalidades aplicadas àqueles que erram, que fazem errar, ou mesmo àqueles que deliberadamente deixam de progredir ou de ajudar o semelhante, deveremos pensar que Deus, o Pai, corrigirá todas essas situações e melhorará todas essas pessoas, na medida da sua bondade e na medida que seu amor oferece.


Não pensemos, assim, num Deus arbitrário, injusto ou mesmo infeliz ao ponto de provocar sofrimento aos outros. Ao contrário, pensemos sempre num Deus que nos dá aquilo de que precisamos para corrigir ou mesmo para transformar o que existe em nós.

Dores, sofrimentos, angústias, lutas, enfim, todo esse enorme contigente de energias que visitam a sociedade terrena, de forma individual ou coletiva, só é possível em função do sentimento que Deus permite acontecer.

Não haverá, portanto, dores maiores do que aquelas que as criaturas possam suportar, porque Deus sabe que elas falhariam se tivessem que passar por essas dores. Não há dores maiores ou menores para ninguém, porque Deus dá a cada um segundo as suas necessidades. Não há sofrimentos que não se possam suportar também, uma vez que a bondade de Deus continua zelando pela imparcialidade, e o mesmo acontecerá com todos os outros fatos da vida.

Isso tudo nos transporta naturalmente para um outro estágio: o estágio da continuidade da vida fora do corpo terreno. O homem da Terra tão habituado está às limitações que o tempo oferece, numa vida de pouco tempo de duração, que, mesmo para aqueles provectos, não há como deixar de ver que a vida na Terra é pequena. E assim, não podemos em momento algum nos esquecer de que há continuidade da vida: há continuidade de bênçãos, como há continuidade daquilo que se chama de penas para o homem. Isto acontece porque numa única vida não se corrigem todos os defeitos, não se pagam todas as penas, não se sofrem todas as dores necessárias ao progresso.

Assim, prezados irmãos, pensem em Deus como Pai, como Condutor de tudo e de todas as coisas, mas pensem também na vida contínua; não apenas numa única encarnação, mas em tantas encarnações quantas forem necessárias para que o homem alcance o seu progresso.

E com esta meditação despedi-mo-nos, desejando a todos muita paz, muita reflexão, um retorno a seus lares de forma ordenada, equilibrada e feliz, e que, com as bênçãos de Deus, o Pai, todos possamos continuar a estudar, a pensar, a viver!

Balthazar, pela graça infinita de Deus.


Paz!


Autor: Balthazar
Do livro: Pela Graça Infinita de Deus, vol. 3.

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