Fé, Esperança e Consolações

Fé, Esperança e Consolações
Fé, Esperança e Consolações
A fé é a confiança do homem nos seus destinos, o sentimento que o leva na direção da Potência Infinita, é a certeza de estar seguro no caminho que conduz à verdade. A fé cega é como um fanal, cujo foco vermelho não pode atravessar o nevoeiro; a fé esclarecida é um farol poderoso que ilumina com uma viva claridade a estrada a percorrer.

Não se adquire essa fé sem ter passado pelas provas da dúvida, por todas as angústias que vêm sitiar os investigadores. Há aqueles que não atingem senão a uma opressiva incerteza e que flutuam, longo tempo, entre correntes contraditórias. Feliz daquele que crê, sabe, vê e caminha com segurança! Sua fé é profunda, inabalável. Ela o torna capaz de superar os maiores obstáculos. É nesse sentido que se pode dizer, no sentido figurado, que a fé transporta montanhas, as montanhas representam, aqui, as dificuldades no caminho dos inovadores, as paixões, a ignorância, os preconceitos e o interesse material.


Comumente só se vê na fé a crença em certos dogmas religiosos aceitos sem exame. Mas a fé é também a convicção que anima o homem e o arrasta para outros objetivos. Há a fé em si mesmo, numa obra material qualquer, a fé política, a fé na pátria. Para o artista, o poeta, o pensador, a fé é o sentimento de ideal, a visão desse foco sublime, iluminado pela mão divina nos píncaros eternos, para guiar a Humanidade na direção do belo e do verdadeiro.



Altor: Léon Denis
Do livro: Depois da Morte.

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