sábado, 31 de agosto de 2013

Talentos Trancedentes

Talentos Trancedentes
Talentos Trancedentes
“Por que o homem, que tem um talento transcendente em uma existência, não o tem em outra seguinte? Não ocorre sempre assim, porque, frequentemente, ele aperfeiçoa em uma existência o que começou em uma precedente; mas pode ocorrer que uma faculdade transcendente adormeça durante certo tempo, para com isso deixar outra mais livre para se desenvolver; é um germe latente que se reencontrará mais tarde, e do qual sempre ficam alguns traços ou pelo menos uma vaga intuição.” (O Livro dos Médiuns. Cap. XIX, segunda parte, item 223.) 


A mediunidade faz parte dos talentos transcendentes que o homem, através das vidas sucessivas, vai desenvolvendo; é um sentido que, semelhante aos demais, concorre para o seu aperfeiçoamento espiritual. 

O objetivo do espírito é a perfeição. Todos os sentidos que, a pouco e pouco, vão-se-lhe despertando, são instrumentos do seu progresso. 

A mediunidade, hoje, é um sentido excepcional, porque, infelizmente, encontra-se longe de generalizar-se 
entre os homens, de maneira como os sentidos físicos se generalizaram na espécie humana. Quando a mediunidade se generalizar na Terra, como se encontra generalizada nos mundos superiores, ela perderá o seu caráter de excepcionalidade, integrando-se no ser de forma natural. 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Sonâmbulo

Sonâmbulo
Sonâmbulo
Sonâmbulos sublimes, temo-los no mundo honorificados no Cristianismo, por terem testemunhado, valorosos, a evidência do plano espiritual.

E muitos dos mais eminentes sofrem os efeitos de suas atividades psíquicas na própria constituição fisiológica, tolerando, muitas vezes, os tremendos embates das forças superiores, que glorificam a luz, com as forças inferiores que se enquistam nas trevas.

Paulo de Tarso, o apóstolo intrépido, após o comentário de suas próprias visões, fora do corpo denso, exclama na segunda carta aos coríntios: — “E para que me não exaltasse pelas excelências recebidas, 
foi-me concedido um espinho na carne...” (...)

Francisco de Assis, o herói da humildade, ouve, prostrado de febre, em Spoleto, as vozes que lhe recomendam retorno à terra natal, para o cumprimento de sua missão divina.

Antônio de Pádua, o admirável franciscano, por várias vezes entra em sono letárgico, afastando-se do corpo para misteres santificantes.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Questões Sociais

Questões Sociais
Questões Sociais
Dentre os sistemas preconizados pelos socialistas para conduzir uma organização prática do trabalho e uma sábia repartição dos bens materiais, os mais conhecidos são a cooperação, a associação operária; há alguns que vão mesmo até o comunismo. Até aqui, a aplicação parcial desses sistemas não produziu no nosso país senão resultados insignificantes. É verdade que para viverem associados, para participar de uma obra na qual interesses numerosos unem-se e se fundem, seriam necessárias qualidades que se tornaram raras.

A causa do mal e o remédio não estão onde se procura com mais frequência. É em vão que se esforça para criar combinações engenhosas. Os sistemas sucedem a sistemas, as instituições dão lugar às instituições, mas

domingo, 25 de agosto de 2013

O sentimento do dever

O sentimento do dever
O sentimento do dever
O sentimento do dever lança raízes profundas em todo espírito elevado que percorre sua estrada sem esforços; por uma tendência natural, resultado dos progressos adquiridos, afasta as coisas vis e orienta para o bem os impulsos do seu ser. O dever torna-se, portanto, uma obrigação de todos os instantes, a condição mesma da existência, uma potência à qual se sente indissoluvelmente ligado, na vida como na morte.

O dever tem formas múltiplas. Há o dever para conosco, que consiste em respeitar-nos, em governarmo-nos com sabedoria, a querer, a realizar apenas o que é digno, útil e belo. Há o dever profissional, que exige que cumpramos com consciência as obrigações a nosso cargo. Há

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O passe

O passe
O passe
“Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças.” (Mateus, 8:17)


Meu amigo, o passe é transfusão de energias fisiopsíquicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem recebe de si mesmo em teu benefício.

Se a moléstia, a tristeza e a amargura são remanescentes de nossas imperfeições, enganos e excessos, importa considerar que, no serviço do passe, as tuas melhoras resultam da troca de elementos vivos e atuantes.

Trazes detritos e afl ições e alguém te confere recursos novos e bálsamos reconfortantes.

No clima da prova e da angustia és portador da necessidade e do sofrimento.

Na esfera da prece e do amor, um amigo se converte no instrumento da infinita bondade, para que recebas remédio e assistência. Ajuda o trabalho de socorro aqui mesmo, com esforço da limpeza interna.

Esquece os males que te apoquentam, desculpa as ofensas das criaturas que te não compreendem, foge ao desânimo destrutivo e enche-te de simpatia e entendimento para com todos os que te cercam.

O mal é sempre a ignorância, e a ignorância reclama perdão e auxílio para que se desfaça, em favor da nossa própria tranquilidade.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O estudo

O estudo
O estudo
A maioria dos homens diz amar o estudo e objeta que lhe falta tempo para a isso se dedicar. Entretanto, muitos dentre eles, consagram noites inteiras ao jogo, às conversações ociosas. Replica-se, também, que os livros custam caro, e entretanto, despende-se em prazeres fúteis e de mau gosto mais dinheiro do que seria necessário para se compor uma rica coleção de obras. E, além disso, o estudo da Natureza, o mais eficaz, o mais reconfortante de todos, não custa nada.

A Ciência humana é falível e variável. A Natureza, não. Ela não se desmente nunca. Nas horas de incerteza e de desencorajamento, voltemo-nos para ela. Como uma mãe, acolher-nos-á, sorrirá para nós, embalar-nos-á em seu seio. Ela nos falará numa linguagem simples e terna, da qual a verdade surgirá sem disfarce, sem

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Na mediunidade

Na mediunidade
Na mediunidade
Não é a mediunidade que te distingue.

É aquilo que fazes dela.

A ação do instrumento varia conforme a atitude do servidor.

A produção revela o operário.

A pena mostra a alma de quem escreve.

O patrimônio caminha no rumo que o mordomo dirige.

O lavrador tem a enxada, entretanto...

Se preguiçoso, cede asilo à ferrugem.

Se delinquente, empresta-lhe o corte à sugestão do crime.

Se prestativo e diligente, ergue, ditoso, o berço de flor e pão.

O legislador guarda o poder; contudo, através dele...

Se irresponsável, estimula a desordem.

Se desonesto, incentiva a pilhagem.

sábado, 17 de agosto de 2013

Na cura da obsessão

Na cura da obsessão
Na cura da obsessão
Sofreste processo obsessivo que te ameaçava a segurança mental; no entanto, recolheste, a tempo, o socorro espírita que te arrancou à hipnose das trevas. Ainda assim, ao modo de enfermo em laboriosa restauração, não prescindes de constante apoio fraterno. De quando em quando, o pensamento se te obscurece, sob o jugo de emoções contraditórias, qual se te expusesses a rajadas de aflição e medo, a te esfoguearem a cabeça e enregelarem o coração... E, nas horas de crise, quando a influência de seres conturbados te alcança o psiquismo, experimentas o pavor do náufrago semissalvo, quase em terra firme, que a maré grossa tenta arrastar novamente ao fundo.


É natural esperes auxílio, mas é necessário igualmente que te auxilies.


Refaze as forças físicas, sob a inspiração da ciência curativa que a providência divina te assegura na Terra, mas satisfaze também à medicação da alma, através de leituras edificantes, em cujos textos a Doutrina

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Influências

Influências
Influências
Todas as regiões da vida terrestre experimentam a influenciação espiritual de variados matizes.


Busquemos o concurso das forças que materializam o bem, associando-nos a ele, em todas as circunstâncias.


Se nada oferecemos de útil, que podemos receber das energias que difundem na Terra o suprimento dos recursos divinos?


Há sempre, no imo de nossa alma, o propósito de recolher as graças do céu.


Quase todo espírito se julga o mais importante credor das bênçãos divinas.



Entretanto, ninguém consegue “alguma coisa” sem esforçar-se de algum modo.


A semente que germina, vencendo os empecilhos do solo, obtém, mais tarde, o favor do fruto.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Em serviço mediúnico

Em serviço mediúnico
Em serviço mediúnico
Se abraçaste a mediunidade, previne-te contra o orgulho como quem se acautela contra um parasito destruidor.

Agente sutil, assume formas diversas na constituição espiritual.

A princípio, tem o caráter avassalante de uma infestação, como sarna.

É a requisição pruriginosa do personalismo insensato.

As vítimas identificam apenas a si mesmas.

Não veem o mérito dos outros.

Não reconhecem o direito dos outros.

Não observam a aspiração dos outros.

Não admitem a necessidade dos outros.

Fascinadas pelos adjetivos pomposos, caminham enceguecidas da razão, como alienados mentais.

A fase aguda, porém, cede lugar a profundo abatimento.

Sem qualquer recurso para receberem o remédio moral da ponderação e muito menos o ataque da crítica, os doentes dessa espécie caem na armadilha da dúvida ou na sombra da queixa.

Descrendo sistematicamente da utilidade daqueles que os cercam, acabam descrendo da utilidade que lhes é própria.

domingo, 11 de agosto de 2013

Dons mediúnicos

Dons mediúnicos
Dons mediúnicos
“Ora, há diversidades de dons, mas, um mesmo é o espírito; há diversidades de ministérios, e um mesmo é o Senhor; há diversidades de operações, mas, é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A cada um, porém, é dada a manifestação do espírito para proveito. Pois a um, pelo espírito é dada a palavra de ciência, segundo o mesmo espírito; a outro, dons de curar em um só espírito; a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, diversidades de línguas e a outro, interpretação de línguas; mas, todas estas coisas opera um só e o mesmo espírito, distribuindo a cada um particularmente como lhe apraz.” (Paulo, I Coríntios, 12: 4-11.) 



Tudo promana de Deus, sem dúvida, e o divino espírito é o único a expressar-se de mil modos em toda parte. 

Reflexionando-se em torno da bela epístola do Apóstolo dos Gentios, encontramos a clara exposição das faculdades mediúnicas, por intermédio das quais o intercâmbio espiritual se faz presente, conforme sucede nas sessões espíritas da atualidade. 

Os dons ampliam-se mediante a educação dos seus portadores e o aprimoramento das faculdades trabalhadas pelo escopro da caridade e pelas mãos da abnegação. 

Demitizados, os profetas de ontem ressurgem na condição de médiuns hodiernos, por cujo campo espiritual a imortalidade da alma se comprova, erradicando o ceticismo e anulando a dúvida pertinaz. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Da sombra para a luz

Da sombra para a luz
Da sombra para a luz
Estranhamos, muitas vezes, na Terra, a multiplicidade dos conflitos emocionais que nos assaltam, de improviso, assinalando deploráveis influências ocultas.

Em muitas circunstâncias, basta leve impulso na direção do bem, para que se manifestem, desesperadas, como a impedir-nos o acesso à vida superior.

Na iniciação da mediunidade, surgem, quase sempre, na forma de obsessões marginais, ameaçando-nos as mais belas aspirações, tanto quanto na construção da fé viva, adentro de nosso grupo familiar, aparecem na feição de desentendimento e discórdia, a se expressarem rudes e virulentas naqueles que mais amamos.

Entretanto, no exame do problema, recorramos a quadro simples da Natureza.

Toda vez que necessitamos rasgar estradas novas no seio da gleba anônima, duro trabalho de educação do solo se faz imprescindível.

Sobre o chão agressivo e áspero, picareta e trator se mostram necessários, reclamando-se, ainda, o auxílio do pedregulho arestoso na pavimentação do caminho, antes que o homem se valha dele na movimentação do progresso.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Compreendendo

Compreendendo
Compreendendo
“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.” — Paulo (II Coríntios, 4,7.)



Sigamos compreendendo.

Lembra-te de que os talentos da fé e o conhecimento superior, o dom de consolar, e a capacidade de servir, não obstante laboriosamente conquistados por teu esforço, constituem bênçãos do Criador em teu coração de criatura.

Não te furtes, desse modo, à lavoura do bem, a pretexto de te sentires ainda sob a influência do mal.

Até alcançarmos triunfo pleno sobre nossos desejos malsãos, sofreremos na vida, seja no corpo de carne ou além dele, os flagelos da tentação.

Tentação da luxúria...

Tentação da vingança...

Tentação da cobiça...

Tentação da crueldade...

Tentações de todos os matizes que emergem do poço de nossos impulsos instintivos ainda não dominados...

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Caminhada

Caminhada
Caminhada
No começo de sua caminhada, em sua ignorância e fraqueza, o homem desconhece e transgride, com frequência, a Lei. Daí, as provas, as enfermidades, as servidões materiais. Mas, ao esclarecer-se, ao aprender a pautar os atos de sua vida segundo a regra universal, expõe-se, cada vez menos, à adversidade.

Nossos pensamentos e nossos atos traduzem-se em movimentos vibratórios, e seu foco de emissão, pela repetição frequente desses mesmos atos e pensamentos, transforma-se, pouco a pouco, em um potente gerador, para o bem ou para o mal. Assim, o ser classifica-se a si próprio, pela natureza das energias das quais é o centro irradiador. Mas, enquanto as forças do bem se multiplicam por si mesmas e crescem incessantemente, as forças do mal destroem-se por seus próprios efeitos, pois estes efeitos retornam à causa, ao centro de emissão, traduzindo-se sempre por consequências dolorosas. Assim como todos os seres, o mau está submetido ao impulso evolutivo, por isso, forçosamente, vê crescer sua sensibilidade. As vibrações de seus atos, de seus pensamentos maus, após terem efetuado sua trajetória, voltam, mais cedo ou mais tarde, em direção a ele, oprimindo-o, constrangendo-o à necessidade de se reformar.

sábado, 3 de agosto de 2013

Ante a vida mental

Ante a vida mental
Ante a vida mental
Quando a criatura passa a interrogar o porquê do destino e da dor e encontra a luz dos princípios espiritistas a clarear-lhe os vastos corredores do santuário interno, deve consagrar-se à apreciação do pensamento, quanto lhe seja possível, a fim de iniciar-se na decifração dos segredos que, para nós todos, ainda velam o fulcro mental.


Se as incógnitas do corpo fazem no mundo a paixão da Ciência, que designa exércitos numerosos de hábeis servidores para a solução dos problemas de saúde e genética, reconforto e eugenia, além-túmulo a grandeza na mente desafia-nos todos os potenciais de inteligência, no trato metódico dos assuntos que lhe dizem respeito.


A Psicologia e a Psiquiatria, entre os homens da atualidade, conhecem tanto do espírito, quanto um botânico, restrito ao movimento em acanhado círculo de observação do solo, que tentasse julgar um continente vasto e inexplorado, por alguns talos de erva, crescidos ao alcance de suas mãos.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A dor

Ador
Tudo o que vive, cá embaixo, sofre: a Natureza, o animal, o homem. E, no entanto, o amor é a lei do Universo e foi por amor que Deus formou os seres. Aparentemente, uma contradição formidável, um problema angustiante, que tem perturbado tantos pensadores e os tem levado à dúvida e ao pessimismo!

O animal está sujeito à luta ardente pela vida. Por entre a relva do prado, sob a folhagem e os ramos dos bosques, na amplidão do Espaço, nas águas profundas, em toda parte, processam-se dramas ignorados. Em nossas cidades, prossegue, incessantemente, a hecatombe de pobres animais inofensivos, sacrificados por nossas necessidades ou entregues, nos laboratórios, ao suplício da vivisseção.

Quanto à Humanidade, sua História não é senão um longo martirológio. Através dos tempos, para além dos
séculos, ecoa a triste cantilena dos sofrimentos humanos; o lamento dos infelizes eleva-se, com uma intensidade cortante, regular como uma onda.

A dor segue todos os nossos passos; espreita-nos, a cada curva do caminho. E, diante desta esfinge que o fita com seu estranho olhar, o homem se faz a eterna pergunta: Por que a dor?

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