terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Saudade e esperança


Saudade e Esperança
Nunca é demais referir-nos ao imperativo da conformação e da serenidade que se deve manter na Terra, em apoio àqueles que te precederam no fenômeno da morte.

Entendemos quanto dói o adeus entre aqueles que as dimensões vibratórias separam em campos diferentes da vida. Entretanto, se te encontras entre os que lastimam a perda de seres queridos, compadece-te deles, auxiliando- lhes a sustentação com a tua própria fé.

O pensamento é mensagem com endereço. E a tua saudade, quando entretecida de angústia e pranto, é uma projeção de sombra e sofrimento que lhes arremessas em rosto, conturbando-lhes os corações ou obscurecendo-lhes os caminhos.

Sobretudo, não te revoltes contra a Divina Providência, como se estivesses provocando a perpetuidade de tua dor. A desencarnação sem complexos de culpa é o melhor que pode acontecer a todos aqueles que partem no rumo de vivências novas na Vida Espiritual.

Piedade


Piedade
“(...) Piedade que vos comove até o mais íntimo do vosso ser, diante dos sofrimentos dos vossos irmãos; que vos faz estender-lhes a mão caridosa e vos arranca lágrimas de simpatia.” (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. XIII, item 17.) 




Na continuidade dos nossos estudos sobre algumas questões morais que envolvem o homem terreno, lembraremos, hoje, da necessidade de desenvolvermos, em nosso espírito, o sentimento de compreensão. O título deste estudo, diremos, será: “a piedade”.

Como desenvolver tal sentimento em nós? Será preciso, para isso, que aprendamos a ver, em nossos irmãos, seres que, como nós mesmos, caminham para Deus, buscando as excelências da vida espiritual.

Após entender que o próximo é alguém igual a nós mesmos, alguém que busca os valores melhores, mais educados, os valores superiores da alma, busquemos compreender aqueles que ainda não despertaram para essa necessidade.

Página do irmão mais velho


Irmão mais velho
Auxilia ao teu filho, enquanto é tempo.

A existência na Terra é a Vinha de Jesus, em que nascemos e renascemos.

Quantos olvidam seus  filhinhos, a pretexto de auxílio ao próximo, e acabam por fardos pesados a toda gente!

Quantos se dizem portadores da caridade para o mundo e relegam o lar ao desespero e ao abandono?! ...

Não convertas o companheirismo inexperiente em ornamento inútil, na galeria da vaidade, nem lhe armes um cárcere no egoísmo, arrebatando-o à realidade, dentro da qual deve marchar em companhia de todos.

Dá-lhe, sempre que possível, a bênção dos recursos acadêmicos; contudo, antes disso, abre-lhe os tesouros da alma, para que não se iluda com as fantasias da inteligência quando procura agir sem Deus.

Obsessão


Obsessão
Infelizmente, são muitos os médiuns portadores de mediunidade torturada.

O vampirismo sobre as suas forças medianímicas é notório, porquanto vemo-los em constante estado de oscilação mental, qual estivessem se debatendo contra terríveis tentáculos.

Padecendo do que chamaríamos de estranha “sevícia psíquica”, as suas energias são como que sugadas por implacáveis adversários desencarnados.

Esses nossos irmãos enfermos carecem de cuidados fraternais, guardando conosco, no entanto, a convicção de que suas chagas necessitarão de um tempo mais ou menos longo para cicatrizarem-se.

Desaconselhável que semelhantes companheiros sejam induzidos a “desenvolver” mediunidade, assumindo um compromisso para o qual não se encontram preparados.

Obsessão e sintonia


Obsessão e Sintonia
Quando o homem se sente ameaçado em sua segurança, é natural que procure se proteger... Contrata guardiões, transfere-se de residência, muda até de identidade.

O homem, vítima da obsessão, perseguido por seus ferrenhos adversários espirituais, não tem como se esconder, porquanto, onde estiver, através do pensamento invigilante, ele estará sempre exposto... Não vale camuflar-se ou delegar a sua segurança a outros, porquanto a obsessão, quando encontra campo propício, alcança a sua vítima em qualquer parte. Pode ser, inclusive, que o chamado obsidiado esteja dentro de um templo religioso, de uma casa espírita, contando com a presença de diversos mentores da Espiritualidade Superior...

O livro dos espíritos


O Livro dos Espíritos
“Fenômenos estranhos às leis da ciência comum manifestam-se de todas as partes e revelam em sua causa a ação de uma vontade livre e inteligente. 


A razão diz que um efeito inteligente deve ter como causa um poder inteligente, e os fatos têm provado que esse poder pode entrar em contato com os homens através de sinais materiais.” (Allan Kardec. O Livro dos Espíritos.)



Muitas vezes os homens buscam a solução para os seus problemas pelos caminhos mais difíceis, mais complexos e mais demorados. Isso se deve, principalmente, ao desconhecimento, ao fato de lhes faltarem as orientações precisas que a Doutrina Espírita concede.

Existem também aqueles que evitam tomar conhecimento das verdades espíritas, porque elas não são oriundas dos núcleos de pensamentos religiosos a que pertencem. Isso causa transtornos em suas mentes e promove uma inquietação muito grande nesses espíritos, justamente porque, ante a evidência dos fenômenos e das notícias vindas do mundo espiritual, não se podem negar esses movimentos mediúnicos, que se chocam com as suas convicções. Assim sendo, preferem eles manter-se acrisolados naquilo em que acreditam, esquecendo-se de que o mundo é um constante vir a ser.

O grande enigma


O Grande Enígma
Pouco a pouco, levanta-se o véu; o homem começa a entrever a grandiosa evolução da vida na superfície dos mundos. Vê a correlação das forças e a adaptação das formas e dos órgãos em todos os meios. Sabe que a vida se desenvolve, se transforma e se depura à medida que ela percorre sua espiral imensa. Compreende que tudo está regulado em vista de um objetivo, que é o aperfeiçoamento contínuo do ser e o crescimento nele da soma do bem e do belo.

Mesmo neste mundo, ele pode seguir essa lei majestosa do progresso através de todo o lento trabalho da Natureza, desde as formas mais inferiores do ser, desde a célula verde flutuando no seio das águas, até o homem consciente em quem a unidade da vida se afirma, e acima dele, de degrau em degrau, até o Infinito. E essa ascensão só se compreende, só se explica através da existência de um princípio universal, de uma energia incessante, eterna, que penetra toda a Natureza; é ela quem regula e estimula essa evolução colossal dos seres e dos mundos em direção ao melhor, em direção ao bem.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Mediunidade


Mediunidade
O fenômeno da mediunidade preenche as idades. Ora fulgurando com um brilho intenso, ora sombrio e velado,
conforme o estado d’alma dos povos, ele jamais deixou de guiar a Humanidade na peregrinagem terrestre.Todas as grandes obras são filhas do Além. Tudo o que revolucionou o mundo do pensamento, levou a um progresso intelectual, nasceu de um sopro inspirador.

Na hierarquia das inteligências, existe uma magnífica solidariedade. Os grandes inspirados transmitiram, ao
longo do caminho dos séculos, a tocha da mediunidade reveladora e gloriosa. A Humanidade ainda caminha à luz crepuscular dessas revelações, à claridade desses fogos acesos nos primórdios da História por esses predestinados acendedores.

É preciso reconhecer


É Preciso Reconhecer
É preciso, pois, reconhecer que o Universo não é tal como parecia aos nossos fracos sentidos. O mundo físico não constitui senão uma ínfima parte dele. Fora do círculo de nossas percepções, existe uma infinidade
de forças e de formas sutis que a Ciência ignorou até aqui. O domínio do invisível é muito mais vasto e mais rico que o do mundo visível.

Em sua análise dos elementos que constituem o Universo, a Ciência errou durante séculos, e agora é-lhe necessário destruir o que penosamente edificou. O dogma científico da unidade irredutível do átomo, desmoronando-se, arrasta com ele todas as teorias materialistas. A existência dos  fluidos, afirmada pelos
espíritas há cinquenta anos — o que lhes valeu tantas zombarias da parte dos sábios oficiais — essa existência, a experiência o estabelece, de agora em diante, de uma maneira rigorosa.

Compaixão para os ofensores


Compaixão para os ofenssores
Realmente, a compaixão é o tratamento mais elevado e mais justo que devemos prestar àqueles que nos ofendem.

Quem sofre com paciência e perdão, solve a dívida do passado ou acumula créditos no porvir; todavia, quem gera  flagelação para os outros, não sabe quando conseguirá extinguir a flagelação em si mesmo.

Sempre que insultado pelas trevas da incompreensão, guarda a serenidade e auxilia sempre.

A cabeça do calculista, que se aproveita do raciocínio para estender a penúria, pode amanhã transformar-se no esconderijo da loucura, e as mãos que apedrejam serão talvez mirradas pela atrofia.

A vida moral


A vida moral
Encarada sob esses aspectos, a vida moral impõe-se como uma obrigação rigorosa a todos aqueles que têm algum cuidado com seus destinos: donde a necessidade de uma higiene da alma, que se aplique a todos
os nossos atos, mantendo nossas forças espirituais em estado de equilíbrio e de harmonia. Se convém submeter o corpo, envoltório mortal, instrumento perecível, às prescrições da lei física que assegura sua manutenção e seu funcionamento, importa muito mais ainda velar pelo aperfeiçoamento da alma, que é
nosso “eu” imperecível e ao qual está vinculada nossa sorte futura. O Espiritismo nos fornece os elementos para essa higiene da alma.

A felicidade


A felicidade
Não está no dinheiro, porquanto, a cada passo, surpreendemos irmãos nossos, investidos na posse do ouro, a
se confessarem desorientados e infelizes; importa reconhecer, porém, que o dinheiro, criteriosamente administrado, transfigura-se em poderosa alavanca do trabalho e da beneficência, resgatando lares e corações para a Vida Superior.

Não está na inteligência, visto que vemos, em toda parte, gênios transviados utilizando fulgurações do pensamento em apoio das trevas; urge anotar, no entanto, que a inteligência aplicada na sustentação do bem de todos será sempre uma fonte de luz.

A Consciência de si mesmo


A consciência de si mesmo
O homem vem, a pouco e pouco, perdendo o significado da vida e o senso da sua dignidade.

Permitindo-se desumanizar, a fim de sobreviver na multidão amorfa e violenta, sente necessidade de manter a individualidade, não obstante procure os grupos para o trabalho, a recreação, a auto afirmação.

Esta é uma hora de transição. Encerra-se um ciclo e outro se abre. Inevitavelmente, a decadência de alguns valores arrasta instituições e indivíduos na direção do caos. O significado, o sentido da vida se apresenta como a busca desenfreada de recursos para a segurança e o prazer pessoal. Como consequência, o senso de dignidade se confunde, ameaçando o débil equilíbrio do indivíduo. Estabelece-se, então, o aturdimento, a
desconfiança, a inquietação. O triunfo parece coroar as pessoas corrompidas e exaltar as que se enamoram das paixões voluptuosas do prazer, enquanto os homens justos e cumpridores dos deveres experimentam carências, aflições, problemas.

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