terça-feira, 15 de agosto de 2017

No Princípio e Agora Também

No Princípio e Agora Também
No Princípio e Agora Também
Não apenas no princípio, mas igualmente nos tempos atuais, a falta de esclarecimento de seus seguidores tem sido o maior entrave à propagação da Doutrina.

Muitos confrades vêem no Espiritismo uma doutrina de “uso” pessoal e querem tocá-la ao seu modo. Consideram-se “donos” de centros espíritas, isolam-se dos demais grupos, criticam o movimento unificador, e se médiuns, não admitem qualquer tipo de “concorrência” em seu campo de trabalho.

Por incrível que pareça, existem muitos espíritas assim... Acreditam saber mais que os Benfeitores Espirituais, sem, não raro conhecer as obras da codificação. “Inventam” fórmulas especiais para transmitir passes, centralizando em si todas as atividades do grupo, e ai de quem ouse discordar de suas opiniões.

Com as nossas observações não desejamos criticar nenhum companheiro de ideal, que às próprias expensas, funda e mantém ativa uma instituição, prestando imensos benefícios à comunidade. Entretanto, em doutrina espírita carecemos sempre de uma visão mais ampla das coisas, a fim de que não nos equivoquemos quanto aos seus objetivos.

Não é porque somos servidores do bem que podemos nos permitir desmandos, para que não corramos o risco de ceifar com a mão o que plantamos com a outra...

domingo, 13 de agosto de 2017

Ante o Livre-Arbítrio

Ante o Livre-Arbítrio
Ante o Livre-Arbítrio
Surgem, aqui e ali, aqueles que negam o livre-arbítrio, alegando que a pessoa no mundo é tão independente, quanto o pássaro no alçapão.

E, justificando a assertiva, mencionam a junção compulsória do espírito ao veiculo carnal, os constrangimentos da parentela, as convenções sociais, as preocupações incessantes na preservação da energia corpórea, as imposições do trabalho e a obediência natural aos regulamentos constituídos para a garantia da ordem terrestre, esquecendo-se de que não há escola sem disciplina.

Certamente, todos os patrimônios da civilização foram erigidos pelas criaturas que usaram a própria liberdade na exaltação do bem, no entanto, para fixar as realidades do livre-arbítrio examinemos o reverso do quadro. Reflitamos, ainda que superficialmente, em nossos irmãos menos felizes, para recolher-lhes a dolorosa lição.

Pensemos no desencanto daqueles que amontoaram moedas, por longo tempo, acumulando o suor dos semelhantes, em louvor da própria avareza, e sentem a aproximação da morte, sem migalha de luz que lhes mitigue as aflições nas trevas...

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

A Lei dos Destinos

A Lei dos Destinos
A Lei dos Destinos
Nossos pensamentos e nossos atos traduzem-se em movimentos vibratórios, e seu foco de emissão, pela repetição frequente desses mesmos atos e pensamentos, transforma-se, pouco a pouco, em um potente gerador, para o bem ou para o mal. Assim, o ser classifica-se a si próprio, pela natureza das energias das quais é o centro irradiador. Mas, enquanto as forças do bem se multiplicam por si mesmas e crescem incessantemente, as forças do mal destroem-se por seus próprios efeitos, pois estes efeitos retornam à causa, ao centro de emissão, traduzindo-se sempre por consequências dolorosas. Assim como todos os seres, o mau está submetido ao impulso evolutivo, por isso, forçosamente, vê crescer sua sensibilidade. As vibrações de seus atos, de seus pensamentos maus, após terem efetuado sua trajetória, voltam, mais cedo ou mais tarde, em direção a ele, oprimindo-o, constrangendo-o à necessidade de se reformar.

Este fenômeno poderia ser explicado cientificamente pela correlação das forças, por esta espécie de sincronismo vibratório que reconduz sempre o efeito à sua causa. Temos uma demonstração disto, neste fato bem conhecido: em tempo de epidemia, de contágio, as pessoas atingidas são, principalmente, aquelas cujas forças vitais se harmonizam com as causas mórbidas em ação, enquanto os indivíduos dotados de vontade firme e isentos de temor, geralmente, ficam imunes.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A Justiça da Lei

A Justiça da Lei
A Justiça da Lei
As almas que um dia esqueceram o caminho do bem, que enveredaram pelo caminho do erro, todas alcançarão a Cristo e a Deus.

Não há, na história da humanidade, nenhum sentimento mais perverso, mais doloroso que o sentimento guerreiro, que destrói, que maltrata, que leva desânimo, que leva fim às sociedades, às cidades, aos homens. Os gênios espirituais que provocam esse sentimento um dia reencarnarão e sofrerão, eles próprios, nos núcleos que destruíram, o resultado de suas ações.

Os espíritos que, encarnados, provocaram morte e dissabor e se aproveitaram da insuficiência de algumas cidades, levando sofrimento e luto, também reencarnarão nessas mesmas cidades ou em outras que passarão por situações semelhantes.

Aqueles que aplaudiram, que disseram alegremente ser a destruição uma necessidade, passarão por situação que comprove a triste atitude que aplaudiram; mas todos os que sofreram e todos os que fizeram sofrer um dia se encontraram ou se encontrarão junto a Jesus, porque este os encaminhará adiante, na direção de Deus.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Perispírito

Perispírito
Perispírito
O perispírito ou corpo espiritual é criação de Deus como todas as outras criações e tem a função específica de servir de elemento intermediário entre dois níveis ou dois planos de evolução: o espírito e o corpo. Quando ele é criado, é criado exatamente para ser o elemento intermediário; não há outra função para ele. A inteligência, (ou espírito) por si mesma, tem uma tal potencialidade que a matéria não consegue perceber, sendo necessário esse elemento intermediário, principalmente a matéria dos mundos menos evoluídos ante a bruteza, a característica de ferocidade que a matéria dá. Essa bruteza, essa inferioridade é incompatível com o nível de um espírito, por mais grosseiro que ele ainda seja. Não esqueça que grosseiro não é o espírito, o espírito, quando inferior, é um ser ainda não lapidado, mas a sua essência é pura; entendam bem: a essência do espírito é pura. O espírito, quando não lapidado, é um ser que vocês podem chamar de grosseiro no sentido moral, mas, se pudéssemos usar um termo que não é adequado, poderíamos dizer que o espírito, como matéria, não é grosseiro, porque ele é uma essência, é um fato superior. O desenvolvimento moral vai dando ao espírito aspectos que o adornam: serenidade, compaixão, amor, tolerância; são adornos de uma inteligência, conquistas de uma inteligência; mas aquela inteligência, em si, ela é pura, é superior, mesmo em um estado sem esses adornos todos, ele é superior, o perispírito é superior a qualquer matéria.

sábado, 5 de agosto de 2017

Caridade do Entendimento

Caridade do Entendimento
Caridade do Entendimento
“Agora, pois, permanecem estas três, a fé, a esperança e a caridade; porém, a maior destas é a caridade”. - PAULO (I Coríntios, 13:13.)


Na sustentação do progresso espiritual precisamos tanto da caridade quanto do ar que nos assegura o equilíbrio orgânico.

Lembra-te de que a interdependência é o regime instituído por Deus para a estabilidade de todo o Universo e não olvides a compreensão que devemos as todas as criaturas.

Compreensão que se exprima, através de tolerância e bondade incessantes, na sadia convicção de que ajudando aos outros é que poderemos encontrar o auxílio indispensável à própria segurança.

À frente de qualquer problema complexo naqueles que te rodeiam, recorda que não seria justa a imposição de teus pontos de vista para que se orientem na estrada que lhes é própria.

O criador não dá cópias e cada coração obedece a sistema particular de impulsos evolutivos.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

O Dever

O Dever
O Dever
O dever tem formas múltiplas. Há o dever para conosco, que consiste em respeitar-nos, em governarmo-nos com sabedoria, a querer, a realizar apenas o que é digno, útil e belo. Há o dever profissional, que exige que cumpramos, com consciência, as obrigações a nosso cargo. Há o dever social, que nos convida a amar os homens, a trabalhar por eles, a servir ao nosso país e à Humanidade. Há o dever para com Deus. O dever não tem limites. Pode-se sempre fazer melhor, e é na imolação de si mesmo que o ser encontra o meio mais seguro de se engrandecer e de se depurar.

A honestidade é a essência mesma do homem moral. Desde que daí se desvie, fica infeliz. O homem bom faz o bem pelo bem, sem procurar nem aprovação, nem recompensa. Ignorando o ódio, a vingança, esquece as ofensas e perdoa seus inimigos. É benevolente com todos, protetor dos humildes. Em cada homem vê um irmão, não importa qual seja seu país, qual seja sua fé. Cheio de tolerância, respeita as crenças sinceras, desculpa os defeitos dos outros, ressalta-lhes as qualidades e nunca maldiz. Usa com moderação os bens que a vida lhe concede, consagra-os ao melhoramento social, na pobreza, não inveja e não sente ciúmes de ninguém.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Revelação pela Dor

Revelação pela Dor
Revelação pela Dor
A dor não é somente o critério por excelência da vida, o juiz que pesa os caracteres, as consciências e mede a verdadeira grandeza do homem. Ela é, também, um processo infalível para reconhecer o valor das teorias filosóficas e das doutrinas religiosas. A melhor será, evidentemente, aquela que nos reconfortar, aquela que disser por que as lágrimas são o quinhão da Humanidade e fornecer os meios de estancá-las. Por meio da dor, descobrimos, com mais segurança, o foco de onde emana a mais bela, a mais suave luz da verdade, aquela que não se extingue.

Se o Universo é apenas um campo fechado entregue às forças caprichosas e cegas da Natureza, uma odiosa fatalidade que nos esmaga; se, nele, não há consciência, nem justiça, nem bondade, então, a dor não tem sentido nem utilidade; ela não comporta consolações. Só nos resta impor silêncio ao coração ferido, pois seria pueril e inútil importunar os homens e o céu com nossas lamentações!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

A caridade

A caridade
A caridade
O homem caridoso faz o bem ocultamente; dissimula suas boas ações, enquanto que o vaidoso proclama o pouco que faz. “A mão esquerda deve ignorar o que dá a direita”, disse Jesus. “Aquele que faz o bem com ostentação já recebeu sua recompensa”.

Dar em segredo, ser indiferente aos elogios dos homens, é mostrar uma verdadeira elevação de caráter, é se colocar acima dos julgamentos de um mundo passageiro e procurar a justificação de seus atos na vida que não termina.

Nessas condições, a ingratidão, a injustiça não podem atingir o homem caridoso. Ele faz o bem porque é seu dever e sem esperar nenhuma vantagem, nenhuma recompensa; deixa à lei eterna o cuidado de fazer gotejar as consequências de seus atos, ou melhor, nem pensa nisso. É generoso. Para estimular os outros, sabe privar-se a si mesmo, ciente de que não há nenhum mérito em dar seu supérfluo. É por isso que o óbulo do pobre, a moeda da viúva, o pedaço de pão repartido com o companheiro de infortúnio, têm mais valor do que a generosidade do rico. O pobre, na sua penúria, pode ainda socorrer o mais pobre que ele.

domingo, 30 de julho de 2017

Obreiros atentos

Obreiros atentos
Obreiros atentos
O discípulo da Boa Nova, que realmente comunga com o Mestre, antes de tudo compreende as obrigações que lhe estão afetas e rende sincero culto à lei de liberdade, ciente de que ele mesmo recolherá nas leiras do mundo o que houver semeado. Sabe que o juiz dará conta do tribunal, que o administrador responderá pela mordomia e que o servo se fará responsabilizado pelo trabalho que lhe foi conferido. E, respeitando cada tarefeiro do progresso e da ordem, da luz e do bem, no lugar que lhe é próprio, persevera no aproveitamento das possibilidades que recebeu da Providência Divina, atencioso para com as lições da verdade e aplicado às boas obras de que se sente encarregado pelos Poderes Superiores da Terra.

Caracterizando-se por semelhante atitude, o colaborador do Cristo, seja estadista ou varredor, está integrado com o dever que lhe cabe, na posição de agir e servir, tão naturalmente quanto comunga com o oxigênio no ato de respirar.

Se dirige, não espera que outros lhe recordem os empreendimentos que lhe competem. Se obedece, não reclama instruções reiteradas, quanto às atribuições que lhe são deferidas na disposição regimental dos trabalhos de qualquer natureza. Não exige que o governo do seu distrito lhe mande adubar a horta, nem aguarda decretos para instruir-se e melhorar-se.

sábado, 29 de julho de 2017

Nos caminhos da fé

Nos caminhos da fé
Nos caminhos da fé
“Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai que está nos Céus”. – Jesus (Mateus, 10:32).

No mundo, de modo geral, habituamo-nos a julgar que os testemunhos de fé prevalecem tão só nos momentos de angústia superlativa, quando o sofrimento nos transforma em alvo de atenções públicas.

Evidentemente, na Terra, as crises de aflição alcançam a todos, cada qual no tempo devido, segundo as lutas regeneradoras que se nos façam necessárias, no curso das quais estamos impelidos a entregar todas as energias de nosso espírito nos atos de fé. Entretanto, é preciso ponderar que somos incessantemente chamados a prestar o depoimento de confiança em Jesus, através de reduzidas parcelas de bondade e tolerância, compreensão e paciência diante das ocorrências desagradáveis do cotidiano, tais quais sejam:

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Perseverança em Servir

Perseverança em Servir
Perseverança em Servir
Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!

Meus irmãos, gostaria de lembrar-lhes o dever que a solidariedade fraterna impõe a todos os trabalhadores da casa espírita cristã. Recordemos, de passagem, que o espírita é verdadeiro cristão. Um e outro representam os paradigmas da caridade, do amor ao próximo.

Qual seria a medida que a espiritualidade aplicaria a um médium de uma instituição: medida de trabalho, de dever? É justamente a noção do amor ao próximo. O amor ao próximo é a grande medida que aplicamos para descortinar a capacidade de serviço de alguém. Renteando com esta noção, acrescentaríamos o sentido de cumprimento do dever, pois que o homem pode amar, mas ser parco na distribuição do auxílio, do trabalho, do bem. O cumprimento do dever, então, é um segundo item, que deve ser levado em conta por todos vocês. Finalmente, acrescentaríamos o espírito de renúncia, no seu amplo sentido; particularmente, de renúncia aos seus interesses pessoais, de modo que no amor, no dever, houvesse também a renúncia.(...)

terça-feira, 25 de julho de 2017

Estudar, Aprender, Trabalhar o Sentimento

Estudar, Aprender, Trabalhar o Sentimento
Estudar, Aprender, Trabalhar o Sentimento
Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!

Os homens desencarnam, as ideias permanecem. Muitas vezes, os indivíduos buscam fixar suas lembranças nos chamados túmulos suntuosos. Contudo, quando não possuem ideias, nada fica de referência a eles.

Há pessoas que tentam perpetuar conceitos, pensando ser esses conceitos a base total da vida e da realidade. Lutam, defendem ideias, proclamam verdades; mas, por esquecerem que são imortais e que, portanto, as ideias podem transformar-se no decorrer dos tempos, deixam de ser lembrados por aqueles que acompanham o progresso.

Assim, meus irmãos, procuremos sempre progredir, sempre estudar, sempre aprender, sempre trabalhar o próprio sentimento. Cada vez que nos adiantamos, diante do plano espiritual, é sinal de que construímos em nós uma base mais avançada de conhecimentos. E todas as vezes que o nosso conhecimento não seja suficiente, Deus nos coloca em condições de aprender mais.

domingo, 23 de julho de 2017

Orgulho, Riquiza e Pobreza

Orgulho, Riquiza e Pobreza
Orgulho, Riquiza e Pobreza
De todos os vícios, o mais terrível é o orgulho, pois semeia, na sua passagem, os germens de quase todos os outros vícios. Desde que tenha penetrado numa alma, assim como numa praça conquistada, estabelece-se como senhor, instala-se, aí, à vontade, fortificase ao ponto de se tornar inexpugnável. É a hidra monstruosa, sempre a procriar e cujos rebentos são monstruosos como ela.

Infeliz do homem que se deixou apanhar pelo orgulho! Só poderá libertar-se ao preço de terríveis lutas, depois de dolorosas provações, de existências obscuras, de um futuro todo de rebaixamento e de humilhação, pois aí está o único remédio eficaz para os males que o orgulho engendra.

Esse vício é o maior flagelo da Humanidade. Dele procedem todas as discórdias da vida social, as rivalidades de classes e de povos, as intrigas, o ódio e a guerra. Inspirador das loucas ambições, o orgulho tem coberto a Terra de sangue e de ruínas; e é ainda ele que causa nossos sofrimentos de além-túmulo, pois seus efeitos estendem-se além da morte, até sobre nossos destinos longínquos.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Aos Médiuns da Cura

Aos Médiuns da Cura
Aos Médiuns da Cura
Que a bondade de Deus esteja com todos vocês, caros filhos; que a luz dos céus também esteja com todos.

Estamos nos dirigindo a vocês, lembrando certos objetivos essenciais para tarefas como a cura.(...)

As necessidades orgânicas, todos já conhecem: alimentação sadia, ausência de álcool — tanto a bebida dita social, quanto qualquer bebida que contenha álcool — o médium deve se precatar.(...)

Será que é apenas o desejo de, vez em quando, escapar da linha; seria? Será o quê? Indaguem, antes de qualquer resposta.

Temos também os cuidados espirituais: dentre todos o que mais necessita ter um médium é a mente limpa de orgulho, de malquerenças. Precisamos da mente de vocês equilibrada, o clima mental de todos deve ser de pacificação, voltado para o bem. Médium de mente indisciplinada, nervosa, teimosa; médium suscetível, vaidoso, descontrolado; médium desarmonizado internamente não permite que as forças fluam através de seu corpo, porque formam barreiras; e como não temos tempo para superar estas barreiras, muitas das vezes temos então que tirar fluido materializado de vocês, sem que vocês o percebem. Não participam vocês com a mente e quando isso acontece o médium não cresce. E se vocês sabem de tudo isso, por que isso acontece? Falta de confiança em Deus?(...)

Preciso é ainda que aprendam que este é um trabalho que exige o aprimoramento físico e espiritual pelo médium, que deve estar voltado apenas ao objetivo da cura.(...)

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Medicamento Eficaz

Medicamento Eficaz
Medicamento Eficaz
Desde que o clarão estelar do Espiritismo norteia tua vida, abrindo clareiras luminosas no matagal por onde avanças, em plena vilegiatura carnal, ama aos espíritos árduos que te seguem em pós, na intimidade do ninho doméstico ou em volta das tuas relações. 

O obsessor ultriz, que zurze o açoite da impiedade, quando no além, ao se reemboscar no invólucro de cinza e lama, que se torna matéria, não modifica a estrutura do próprio caráter. 

Impulsionado pela lei ao renascimento junto ao teu coração, esse cobrador insaciável é a tua vítima dantanho, exigindo-te humildade e resgate. 

Amarga as tuas horas; inutiliza os teus melhores planejamentos; inquieta os teus momentos de paz; sombreia o sorriso nos teus lábios antes que irrompa; avinagra o sabor dos teus sonhos; impiedoso, é fiscal e cobrador que não cessa de exigir. 

Se o encontrasses no santuário mediúnico certamente terias comiseração e piedade, oferecendo-lhe o perdão de que tem necessidade, em bagatelas de entendimento fraternal. 

Faze de conta que o corpo de que ele se utiliza, oferece uma psicofonia atormentada de longo curso. 

Doutrina-o com o silêncio da resolução firme. 

Esclarece-o com o verbo eloquente da paciência. 

Ilumina-o com a claridade da tua fé regeneradora. 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

O Evangelho e a Mulher

O Evangelho e a Mulher
O Evangelho e a Mulher
“Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.” – Paulo. (Efésios, 5:28.)


Muita vez, o apóstolo dos gentios tem sido acusado de excessiva severidade para com o elemento feminino. Em alguns trechos das cartas que dirigiu às igrejas, Paulo propôs medidas austeras que, de certo modo, chocaram inúmeros aprendizes. Poucos discípulos repararam, na energia das palavras dele, a mobilização dos recursos do Cristo, para que se fortalecesse a defesa da mulher e dos patrimônios de elevação que lhe dizem respeito. 

Com Jesus, começou o legítimo feminismo. Não aquele que enche as mãos de suas expositoras com estandartes coloridos das ideologias políticas do mundo, mas que lhes traça nos corações diretrizes superiores e santificantes. 

sábado, 15 de julho de 2017

Justiça, Solidariedade, Responsabilidade

Justiça, Solidariedade, Responsabilidade
Justiça, Solidariedade, Responsabilidade
A lei de justiça não é senão o funcionamento da ordem moral universal e as penas, os castigos representam a reação da Natureza ultrajada e violentada nos seus princípios eternos. As forças do Universo são solidárias, repercutem-se e vibram em uníssono. Todo poder moral reage sobre aquele que a viola, proporcionalmente ao seu modo de ação. Deus não fere a ninguém. Deixa ao tempo o cuidado de fazer gotejar os efeitos de sua causa.

O homem é, portanto, seu próprio justiceiro, pois segundo o uso e abuso que faz da sua liberdade, torna-se feliz ou infeliz. O resultado de seus atos se faz, às vezes, esperar. Vemos nesse mundo culpados amordaçarem sua consciência, riremse das leis, viverem e morrerem honrados. Por outro lado, homens honestos perseguidos pela adversidade e a calúnia! Daí, a necessidade das vidas futuras, no decorrer das quais o princípio de justiça encontra sua aplicação e o estado moral do ser, seu equilíbrio. Sem esse complemento necessário, a existência atual não teria sentido e quase todos os nossos atos estariam despojados de sanção.

Na realidade, a ignorância é o mal soberano, de onde decorrem todos os outros males. Se o homem visse distintamente a consequência de seus atos, sua conduta seria diferente. Conhecendo a lei moral e sua aplicação inelutável, não mais procuraria violá-la, o que seria querer resistir às leis de atração ou da gravidade.



Autor: Léon Denis
Do livro: Depois da Morte

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Perante a Própria Doutrina

Perante a Própria Doutrina
Perante a Própria Doutrina
Apagar as discussões estéreis, esquivando-se à criação de embaraços que prejudiquem o desenvolvimento sadio da obra doutrinária.

O espírito da verdadeira fraternidade funde todas as divergências.

Não restringir a prática doutrinária exclusivamente ao lar, buscando contribuir, de igual modo, na seara espírita de expressão social, auxiliando ainda a criação e a manutenção de núcleos doutrinários no ambiente rural.

Todos estamos juntos nos débitos coletivos.

Orar por aqueles que não souberem ou não puderem respeitar a santidade dos postulados espíritas, furtando-se de apreciar-lhes a conduta menos feliz, para não favorecer a incursão da sombra.

O comentário em torno do mal, ainda e sempre, é o mal a multiplicar-se.

Desapegar-se da crença cega, exercitando o raciocínio nos princípios doutrinários, para não estagnar-se nas trevas do fanatismo.

Discernimento não é simples adorno.

Antes de criticar as instituições espíritas que julgue deficientes, contribuir, em pessoa, para que se ergam a nível mais elevado.

Quem ajuda, aprecia com mais segurança.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Sobrevivência

Sobrevivência
Sobrevivência
A todos os que, nas linhas do Cristianismo contemporâneo, hostilizem a ideia da sobrevivência, diante de mediunidades e médiuns, respondamos com o testamento do próprio Cristo.

 * 

A face desse impositivo, respinguemos, do texto da Boa Nova, o seguinte trecho de importante carta elucidativa: 

“— Notifico-vos também, irmãos, o Evangelho que já vos tenho anunciado, que também já recebestes e no qual vos mantendes, se não guardais a crença morta. 

Entreguei-vos, primeiro, a certeza que igualmente recebi, a certeza de que Jesus morreu por amor a nós todos, de que foi sepultado e de que ressuscitou, ao terceiro dia, conforme as Escrituras. 

Logo após, foi visto por Cefas, pelos doze companheiros que lhe eram familiares e, em seguida, por mais de quinhentos irmãos, dos quais a maior parte ainda permanece, junto de nós, neste mundo. 

domingo, 9 de julho de 2017

Serve e Encontrarás

Serve e Encontrarás
Serve e Encontrarás
Examina a Natureza que te cerca no mundo. 

Tudo é riqueza e esforço laborioso por assegurá-la. 

O solo ferido pelo arado é berço prodigioso da produção. 

A árvore, mil vezes dilacerada, orgulha-se de sofrer e ajudar mais. 

A fonte, superando os montões de seixos, pouco a pouco, alcança o grande rio, a caminho do mar.

Algumas sementes formam a base preciosa da floresta. 

Pedras agressivas se convertem em obras-primas da estatuária, quando não vertem do solo, a faiscante beleza do material de ourivesaria. 

Animais humildes, padecendo e ajudando, garantem o conforto das criaturas contra a intempérie ou alimentando-lhes o corpo, sustentando-lhes a existência.

A pobreza é simples apanágio do homem – do homem enquanto se refugia, desassisado, na furna da ignorância. 

Somente a alma humana distanciada do conhecimento superior assemelha-se a um fantasma de angústia, penúria e lamentação... 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

A Pluralidade dos Mundos Habitados

A Pluralidade dos Mundos Habitados
A Pluralidade dos Mundos Habitados
Se tudo começasse por nós com a vida atual, como explicar tanta diversidade nas inteligências, tantos graus na virtude ou no vício, tantos degraus nas situações humanas? Um mistério impenetrável pairaria sobre esses gênios precoces, sobre esses espíritos prodigiosos que, desde sua infância, lançaram-se com ímpeto nas veredas da arte e da Ciência, enquanto tantos jovens empalidecem no estudo e permanecem medíocres, apesar dos seus esforços. 

Todas essas obscuridades se dissipam diante da doutrina das existências múltiplas. Os seres que se distinguem pelo seu poder intelectual ou suas virtudes, viveram mais, trabalharam mais, adquiriram uma experiência e aptidões mais vastas. 

Os progressos e a elevação das almas dependem unicamente de seus trabalhos, da energia ostentada por elas no combate da vida. Umas lutam com coragem e franqueiam rapidamente os degraus que as separam da vida superior, enquanto outras se imobilizam durante séculos através de existências ociosas e estéreis. Mas essas desigualdades, resultado de ações do passado, podem ser resgatadas e niveladas através de nossas vidas futuras. 

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Revelação

Revelação
Revelação
Filhos, quantos permanecem na expectativa de novas revelações do Mundo Espiritual por suplemento da fé, olvidam que o Evangelho continua sendo a mensagem inédita da vida que todos carecemos assimilar. 

A Ciência, sem dúvida, desvendará aos homens novos caminhos e a luz da Verdade gradativamente resplandecerá para as criaturas, todavia os preceitos básicos para a felicidade humana se resumem na lição do amor que o Cristo ensinou à Humanidade. 

O maior desafio para o homem não se constitui na conquista do Cosmos ou no pleno conhecimento das leis que regem o mundo material: o seu maior desafio é a conquista de si mesmo, no domínio mais amplo das próprias emoções e dos pensamentos que se originam em seu mundo íntimo. 

A aplicação das virtudes cristãs no cotidiano — paciência, perdão e solidariedade —, ontem quanto hoje, dentre outras, é constante apelo à autossuperação que a cada dia se renova. 

Tendo-nos sido legado há dois mil anos, o Evangelho não perde atualidade, porquanto as palavras do Cristo, expressando a Verdade, que jamais se altera, são de vida eterna. Assim, não condicioneis a vossa crença na Doutrina às revelações que vos sejam formuladas sem critério pelos que habitam as dimensões da Vida Mais Alta. 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Advertência

Advertência
Advertência
Em descobrindo a paz que a Casa Espírita nos faculta pela chance de uma visão nova a respeito da vida, do sofrimento, das provas ou até mesmo, das alegrias, nós nos envolvemos na ânsia de produzir o Bem dentro dela, assim como o jardineiro, que, ao descobrir uma terra generosa, lança as sementes e se dedica ao seu cultivo para que elas não venham a fenecer. 

No entanto, não basta desejar fazer o Bem, envolvendo-nos nas tarefas ou desenvolvendo os dons mediúnicos ou ainda, atendendo solícitos à pobreza. 

É necessário estarmos atentos a outros pontos essenciais para a preservação da Casa a que nos vinculamos a fim de que, dentro do trabalho que realizamos, sejamos permanentes pontos de equilíbrio, pois que, sem esse cuidado, o trabalho realizado pode se converter, apesar de tudo, em motivos de desajustes, não somente em nós como nos outros: 

A Crítica — criticar construtivamente é observar os erros e sugerir os acertos sem imposições. 

O Julgamento — por vezes, precisamos analisar os fatos, entretanto, devemos nos abster de julgar os que contribuíram para que eles ocorressem. A análise criteriosa nos leva a dar-lhes a interpretação correta, corrigindo as distorções sem atingirmos os companheiros que, por infelicidade os causaram, evitando assim que neles se instalem complexos de culpa, que só lhes agravaria a situação consciencial. 

sábado, 1 de julho de 2017

Êxitos e Insucessos

Êxitos e Insucessos
Êxitos e Insucessos
Em cada comunidade social existem pessoas numerosas, demasiadamente preocupadas quanto aos sucessos particularistas, afirmando-se ansiosas pelo ensejo de evidência. São justamente as que menos se fixam nas posições de destaque, quando convidadas aos postos mais altos do mundo, estragando, desastradamente, as oportunidades de elevação que a vida lhes confere. 

Quase sempre, os que aprenderam a suportar a pobreza é que sabem administrar, com mais propriedade, os recursos materiais. 

Por esta razão, um tesouro amontoado para quem não trabalhou em sua posse é, muitas vezes, causa de crime, separatividade e perturbação. 

Pais trabalhadores e honestos formarão nos filhos a mentalidade do esforço próprio e da cooperação afetiva, ao passo que os progenitores egoístas e descuidados favorecerão nos descendentes a inutilidade e a preguiça. 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Praticas Estranhas

Praticas Estranhas
Praticas Estranhas
Muitos, companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia da práticas estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisonjeando indebitamente situações e personalidades humanas, supostas, capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo. 

No entanto, examinemos, sem parcialidade, a expressão contraditória de semelhante atitude, analisando-a, na lógica da vida. 

Criaturas de todas as plagas dos universos são filhas do Criador e chegarão, um dia, à perfeição integral. Mas, no passo evolutivo em que nos achamos, não nos é lícito estar com todas, conquanto respeitemos a todas, de vez que inúmeras se encontram em experiências diametralmente opostas aos objetivos que nos propomos alcançar. 

Não existem caminhos que não sejam viáveis e todos podem conduzir a determinado ponto do mundo. Contudo, somente os viajores irresponsáveis escolherão perlustrar atalhos perigosos e desfiladeiros obscuros, espinheiros e charcos, no Dédalo de aventuras marginais, ao longo da estrada justa.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

O Julgamento

O Julgamento
O Julgamento
Uma lei, tão simples em seu princípio quanto admirável em seus efeitos, preside a classificação das almas no Espaço. 

Quanto mais sutis e rarefeitas forem as moléculas constituintes do perispírito, mais a desencarnação será rápida e mais amplos os horizontes abertos ao espírito. Em razão até da sua natureza fluídica e das suas afinidades, eleva-se em direção aos grupos espirituais que lhe são similares. Seu grau de depuração determina seu nível e o classifica no meio que lhe convém. Comparou-se, com alguma justeza, a situação dos espíritos nos céus à dos balões cheios de gás de densidades diferentes que, em razão de seu peso específico, subiriam a alturas variadas. É preciso apressar-se e acrescentar que o espírito é dotado de liberdade, que ele não está imobilizado num ponto, que pode, dentro de certos limites, deslocar-se e percorrer as regiões etéreas. Pode sempre modificar suas tendências, transformar-se pelo trabalho e pela prova e, por conseguinte, elevar-se à vontade na escala dos seres. 

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Diante da Vida Social

Diante da Vida Social
Diante da Vida Social
Espiritualidade superior não se compadece com insulamento. 

Se o trabalho é a escola das almas, na esfera da evolução, o contato social é a pedra de toque, a definir-lhes o grau de aproveitamento. 

Virtude que não se reconheceu no cadinho da experiência figura-se metal julgado precioso, cujo valor não foi aferido. 

Talento proclamado sem utilidade geral assemelha-se, de algum modo, ao tesouro conservado em museu. 

Ninguém patenteia aprimoramento espiritual, a distância da tentação e da luta.(...) 

Todos somos chamados à edificação do progresso, com o dever de melhorar-nos, colaborando na melhoria dos que nos cercam. 

terça-feira, 27 de junho de 2017

Entes Amados

Entes Amados
Entes Amados
A preocupação de prover as necessidades daqueles que estimamos não é tão somente legítima, é indispensável. E tudo o que pudermos ofertar-lhes em abnegação redundará em sementeira de luz e amor a frutescer, um dia, em amparo e felicidade para nós mesmos. 

Habitualmente, contudo, um problema aparece na lavoura afetiva a que nos consagramos: – tranca-se-nos o afeto, em torno das pessoas que a vida nos confiou à dedicação e eis que elas, a pouco e pouco, se transformam em prisioneiras de nossas exigências, sem que venhamos a perceber. 

Quando isso acontece, passamos instintivamente a entravar-lhes o passo e a influenciar-lhes, em demasia, o modo de ser. Daí nascem dificuldades e conflitos que é imprescindível saber evitar.(...) 

À vista disso, os que desejamos tanto a felicidade das criaturas que se nos fazem extremamente queridas, saibamos respeitar-lhes a independência – o dom da independência que a Lei Divina a todos nos conferiu. 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

O Centro Espírita

O Centro Espírita
O Centro Espírita
O Centro de Espiritismo Evangélico, por mais humilde, é sempre santuário de renovação mental na direção da vida superior. 

Nenhum de nós que serve, embora com a simples presença, a uma instituição dessa natureza, deve esquecer a dignidade do encargo recebido e a elevação do sacerdócio que nos cabe. 

Nesse sentido, é sempre lastimável duvidar da essência divina da nossa tarefa. 

O ensejo de conhecer, iluminar, contribuir, criar e auxiliar, que uma organização nesses moldes nos faculta, procede invariavelmente de algum ato de amor ou de alguma sementeira de simpatia que nosso espírito, ainda não burilado, deixou a distância, no pretérito escuro que até agora não resgatamos de todo. 

domingo, 25 de junho de 2017

Formação e Direção de Grupos

Formação e Direção de Grupos
Formação e Direção de Grupos
Orai no início e no final de cada sessão; no início, para elevar vossas almas e atrair os espíritos sábios e esclarecidos; no final, para agradecer quando tiverdes obtido favores e ensinamentos. Que a vossa prece seja curta e fervorosa, e bem menos uma fórmula do que um impulso do coração. 

A prece desliga a alma humana da matéria, que a aprisiona, e a aproxima do foco divino. Ela estabelece uma espécie de telegrafia espiritual pela qual o pensamento do Alto, respondendo ao apelo da Terra, desce nas nossas regiões obscuras. Nossas explorações nos abismos do invisível seriam cheias de perigos, se não tivéssemos, acima de nós, seres mais poderosos e mais perfeitos para nos dirigir e clarear nosso caminho. 

Não é indispensável dedicar-se a evocações. No nosso grupo raramente as praticamos. Preferíamos dirigir um apelo aos nossos guias e protetores habituais, deixando a qualquer espírito a liberdade de se manifestar sob seu controle. Acontece o mesmo em muitos grupos de nosso conhecimento. Assim, cai por si mesmo o grande argumento de alguns adversários do Espiritismo, de que ele é culpado de se dedicar a evocações e de constranger os espíritos a descer novamente à Terra. O espírito, como o homem, é livre e não responde se não lhe agradam os apelos que lhe são dirigidos. Qualquer injunção é vã; qualquer encantação, supérflua. Aí estão procedimentos feitos para serem impostos aos simples.

sábado, 24 de junho de 2017

Perante a Desencarnação

Perante a Desencarnação
Perante a Desencarnação
“Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte.” — Jesus. (João, 8:51.)



Resignar-se ante a desencarnação inesperada do parente ou do amigo, vendo nisso a manifestação da Sábia Vontade que nos comanda os destinos. 

Maior resignação, maior prova de confiança e entendimento. 

Dispensar aparatos, pompas e encenações nos funerais de pessoas pelas quais se responsabilize, abolir o uso de velas e coroas, crepes e imagens, e conferir ao cadáver o tempo preciso de preparação para o enterramento ou a cremação. 

Nem todo Espírito se desliga prontamente do corpo. 

Emitir para os companheiros desencarnados, sem exceção, pensamentos de respeito, paz e carinho, seja qual for a sua condição. 

A caridade é dever para todo clima. 

Proceder corretamente nos velórios, calando anedotário e galhofa em torno da pessoa desencarnada, tanto quanto cochichos impróprios ao pé do corpo inerte. 

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Educação no Lar

Educação no Lar
Educação no Lar
Preconiza-se na atualidade do mundo uma educação pela liberdade plena dos instintos do homem, olvidando-se, pouco a pouco, os antigos ensinamentos quanto à formação do caráter no lar; a coletividade, porém, cedo ou tarde, será compelida a reajustar seus propósitos. 

O pais humanos têm de ser os primeiros mentores da criatura. De sua missão amorosa, decorre a organização do ambiente justo. Meios corrompidos significam maus pais entre os que, a peso de longos sacrifícios, conseguem manter, na invigilância coletiva, a segurança possível contra a desordem ameaçadora. 

A tarefa doméstica nunca será uma válvula para gozos improdutivos, porque constitui trabalho e cooperação com Deus. O homem ou a mulher que desejam ao mesmo tempo ser pais e gozadores da vida terrestre, estão cegos e terminarão seus loucos esforços, espiritualmente falando, na vala comum da inutilidade. 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

A Vida no Espaço

A Vida no Espaço
A Vida no Espaço
Segundo algumas doutrinas religiosas, a Terra é o centro do Universo e o céu arredonda-se como abóbada acima de nós. É na sua parte superior, dizem, que se assenta a morada dos bem- aventurados, e o inferno, habitação dos réprobos, prolonga suas sombrias galerias nas entranhas do próprio globo.

A ciência moderna, de acordo com o ensino dos espíritos, mostrando-nos o Universo semeado de inumeráveis mundos habitados, trouxe um golpe mortal a essas teorias. O céu está em toda parte; em toda parte o incomensurável, o insondável, o infinito; em toda parte um formigamento de sóis e de esferas, dentre os quais nossa Terra é apenas ínfima unidade. 

No meio dos Espaços, não há mais moradas circunscritas para as almas. Tanto mais livres são quanto mais puras, percorrem a imensidão e vão onde as levam suas afinidades e suas simpatias. Os espíritos inferiores, entorpecidos pela densidade de seus fluidos, ficam como que pregados ao mundo onde viveram, circulando na sua atmosfera ou misturando-se aos humanos. 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Discípulos

Discípulos
Discípulos
“E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.” – Jesus. (LUCAS. 14:27.)


Os círculos cristãos de todos os matizes permanecem repletos de estudantes que se classificam no discipulado de Jesus, com inexcedível entusiasmo verbal, como se a ligação legítima com o Mestre estivesse circunscrita a problema de palavras.

Na realidade, porém, o Evangelho não deixa dúvidas a esse respeito. 

A vida de cada criatura consciente é um conjunto de deveres para consigo mesma, para com a família de corações que se agrupam em torno dos seus sentimentos e para com a Humanidade inteira.

E não é tão fácil desempenhar todas essas obrigações com aprovação plena das diretrizes evangélicas. 

Imprescindível se faz eliminar as arestas do próprio temperamento, garantindo o equilíbrio que nos é particular, contribuir com eficiência em favor de quantos nos cercam o caminho, dando a cada um o que lhe pertence, e servir à comunidade, de cujo quadro fazemos parte. 

sábado, 17 de junho de 2017

Reuniões Sérias

Reuniões Sérias
Reuniões Sérias
“Todo médium que deseja sinceramente não ser joguete da mentira deve, pois, procurar trabalhar em reuniões sérias. (...)” (O Livro dos Médiuns, cap. XXIX, Segunda Parte, item 329.) 


Não existem reuniões sérias sem dirigentes sérios e, consequentemente, sem participantes sérios. 

Não estamos nos referindo àquela seriedade carrancuda, porque seriedade não e banir a alegria do coração, afivelando dura máscara na face. 

Seriedade nas reuniões espíritas é sinônimo de responsabilidade, de disciplina e de devotamento. (...) 

Toda espécie de trabalho, para produzir os melhores frutos, carece de disciplina e abnegação. 

Os espíritos sérios não participam de reuniões que não sejam sérias, deixando-as entregues aos espíritos desocupados. 

Reunião séria é uma reunião em que se deve evitar a improvisação de local, de dia e de horário, porque os espíritos sérios necessitam de programar-se com antecedência para dar a elas a cobertura espiritual indispensável. 

Às vezes, por puro convencimento, determinados médiuns se julgam tão íntimos dos espíritos que os imaginam sempre à sua disposição, como se eles não tivessem mais o que fazer. 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Contradição

Contradição
Contradição
Muitos companheiros, a pretexto de se guardarem contra o mal, evitam contato com esse ou aquele círculo de serviço, caindo frequentemente em males de maior monta.

E para isso, quase sempre, recorrem a negativas de várias espécies.

Dizem-se pecadores, mas fogem deliberadamente ao ensejo que lhes propicia a aquisição de virtude.

Afirmam-se devedores, quando, nesse aspecto lhes cabe maior diligência na solução dos compromissos de que se oneram.

Declaram-se inúteis, ausentando-se dos quadros de trabalho em que poderiam mostrar os préstimos de que são mensageiros.

Asseveram-se imperfeitos, desertando da luta capaz de conferir-lhes mais amplo burilamento.

Escrevem longas confissões de remorso, sem ânimo de gastar ligeiros minutos na reparação dos erros em que se anunciam incursos.

Proclamam-se cansados, esquecendo-se de que, assim, exigem mais dura cooperação dos semelhantes, em diversas ocasiões, muito mais fatigados do que eles mesmos.

Intitulam-se doentes, reclamando o sacrifício dos outros.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Trabalho, Sobriedade e Continência

Trabalho, Sobriedade e Continência
Trabalho, Sobriedade e Continência
A sobriedade e a continência caminham juntas. Os prazeres da carne enfraquecem-nos, enervam-nos, desviam-nos do caminho da sabedoria. A volúpia é como um mar onde o homem vê soçobrar todas as suas qualidades morais. Desde que a deixamos penetrar em nós, é uma onda que nos invade, nos absorve, e que apaga tudo o que há de luzes, de generosas chamas no nosso ser. Longe de satisfazer-nos, ela apenas atiça nossos desejos. Modesta visitante no início, termina por dominar-nos, por possuir-nos completamente. 

Evitem os prazeres corruptores, onde a juventude estiola-se, onde a vida se desseca e se altera. Escolham cedo uma companheira e sejam-lhe fiel. Constituam uma família. É o quadro natural de uma existência honesta e regular. O amor da esposa, a afeição dos filhos, a atmosfera sã do lar são preservativos soberanos contra as paixões. No meio desses seres que nos são caros, que veem em nós seu único apoio, o sentimento de nossa responsabilidade cresce. Nossa dignidade, nossa circunspecção aumentam; compreendemos melhor nossos deveres e, nas alegrias que essa vida nos proporciona, haurimos forças que tornam seu cumprimento fácil. Como ousar cometer atos dos quais nos envergonharíamos sob olhar de nossa esposa e de nossos filhos? Aprender a dirigir os outros, é aprender a dirigir-se a si próprio, a tornar-se prudente e sábio, a afastar tudo o que pode manchar nossa existência. 



Autor: Léon Denis
Do livro: Depois da Morte

domingo, 11 de junho de 2017

Separação e Consciência

Separação e Consciência
Separação e Consciência
(...) A separação, seja qual for o tratamento legal com que se recubra, seja separação simples, desquite ou divórcio, em sendo uma medida extrema para os envolvidos nas dificuldades, somente deveria ser evocada e aplicada em casos igualmente extremos, quando o desrespeito humano chegasse ao absurdo ou a violência despenhasse para a agressão física ou para os disparates morais, capazes de promover ainda piores resultados. 

Ninguém deverá ser forçado a conviver com alguém com quem não se ajusta ou não mais se ajusta, quando tenha tido o ensejo da experiência a dois. Ao mesmo tempo não se deverá menosprezar os sinais da responsabilidade decorrente das escolhas levianas, dos conúbios da paixão enganadora, nos quais um procura iludir o outro com mentirosos envolvimentos para o abandono de mais tarde. 

Sem hesitação, afirmamos que toda separação traumatiza o psiquismo de um ou de outro, ou dos dois, em admitindo que as pessoas não são feitas de mármore, frias, ainda que tentem passar essa imagem aos que as cercam ou se esforcem por não incomodar os afetos e amigos. (...) 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Abusos da Mediunidade

Abusos da Mediunidade
Abusos da Mediunidade
Na primeira fileira dos abusos que devemos assinalar, é preciso colocar as fraudes, as velhacarias. As fraudes são ou conscientes e desejadas, ou, então, inconscientes; nesse último caso, elas são provocadas, seja pela ação de espíritos malévolos, seja pelas sugestões exercidas sobre o médium pelos experimentadores e os assistentes. 

As fraudes conscientes provêm, ora de falsos médiuns, ora de médiuns verdadeiros, porém desleais, que fizeram de sua faculdade uma fonte de proveitos materiais. Desprezando a nobreza e a importância de sua missão, de uma qualidade preciosa, fazem um meio de exploração e não temem dissimulá-la através dos artifícios, quando o fenômeno escapa. 

Os falsos médiuns encontram-se um pouco por toda a parte. Uns não passam de maus brincalhões que se divertem à custa do vulgo e traem-se a si mesmos, cedo ou tarde. 

Há outros, hábeis, industriosos, para quem o Espiritismo é apenas uma mercadoria; eles se esforçam para imitar as manifestações, visando um meio de ganhar dinheiro. Vários têm sido desmascarados em plena sessão; alguns têm sido a causa de processos de repercussão. Nessa ordem de fatos, temos visto se produzirem os mais audaciosos embustes. Alguns homens, usando da boa-fé daqueles que os consultam, não hesitaram em profanar os sentimentos mais sagrados e em lançar a suspeita sobre uma Ciência e doutrinas que podem ser um meio de regeneração. O sentimento de sua responsabilidade lhes escapa, com muita frequência, mas a vida de além-túmulo lhes reserva surpresas desagradáveis.




Autor: Léon Denis
Do livro: No Invisível

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Pena de Morte

Pena de Morte
Pena de Morte
Todos os fundadores das grandes instituições religiosas, que ainda hoje influenciam ativamente a comunidade humana, partiram da Terra com a segurança do trabalhador ao fim do dia.

Moisés, ancião, expira na eminência do Nebo, contemplando a Canaã prometida.

Sidarta, o iluminado construtor do Budismo, depois de abençoada peregrinação entre os homens, abandona o corpo físico, num horto florido de Kucinagara.

Confúcio, o sábio que plasmou todo um sistema de princípios morais para a vida chinesa, encontra a morte num leito pacífico, sob a vigilância de um neto afetuoso.

E, mais tarde, Maomé, o criador do Islamismo, que consentiu em ser adorado pelos discípulos, na categoria de imortal, sucumbe em Medina, dentro de sólida madureza, atacado pela febre maligna.

Com Jesus, entretanto, a despedida é diferente.

O divino fundador do Cristianismo, que define a Religião Universal do Amor e da Sabedoria, em plena vitalidade juvenil, é detido pela perseguição gratuita e trancafiado no cárcere.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

O Egoísmo

O Egoísmo
O Egoísmo
Não nos sentemos jamais a uma mesa bem servida sem pensar naqueles que sofrem de fome. Esse pensamento tornar- nos-á mais sóbrios, comedidos nos nossos apetites e gostos. Pensemos nos milhões de homens curvados sob os ardores do estio ou sob as duras intempéries e que, em troca de um magro salário, retiram do solo os produtos que alimentam nossos festins e enfeitam nossas residências. Lembremo-nos de que, para iluminar nossa casa com uma luz resplandecente, para fazer jorrar nos nossos lares a chama benfeitora, homens, nossos semelhantes, capazes como nós de amar, de sentir, trabalham sob a terra, longe do céu azul e do alegre sol, e, de picareta em punho, perfuram durante toda sua vida as entranhas da terra. Saibamos que, para ornar nossos salões de espelhos de cristais brilhantes, para produzir os inumeráveis objetos dos quais se compõem nosso bem-estar, outros homens, aos milhares, semelhantes a réprobos na fornalha, passam sua existência no calor calcinante dos altos fornos das fundições, privados do ar, extremados, consumidos antes do tempo, não tendo como perspectiva senão uma velhice desnudada e sofredora. Saibamos que, todo esse conforto do qual desfrutamos com indiferença é comprado com o suplício dos humildes e o esmagamento dos pequenos. Que esse pensamento penetre em nós, nos persiga, obsedie; como uma espada de fogo, ele expulsará o egoísmo dos nossos corações e forçar-nos-á a consagrar os nossos bens, nossos lazeres, nossas faculdades ao aperfeiçoamento do destino dos fracos.


Autor: Léon Denis
Do livro: Depois da Morte

sábado, 3 de junho de 2017

Casamento

Casamento
Casamento
O casamento ou a união permanente de dois seres, como é óbvio, implica o regime de vivência pelo qual duas criaturas se confiam uma à outra, no campo da assistência mútua. 

Essa união reflete as Leis Divinas que permitem seja dado um esposo para uma esposa, um companheiro para uma companheira, um coração para outro coração ou vice-versa, na criação e desenvolvimento de valores para a vida.

Imperioso, porém, que a ligação se baseie na responsabilidade recíproca, de vez que na comunhão sexual um ser humano se entrega a outro ser humano e, por isso mesmo, não deve haver qualquer desconsideração, entre si. 

Quando as obrigações mútuas não são respeitadas no ajuste, a comunhão sexual injuriada ou perfidamente interrompida costuma gerar dolorosas repercussões na consciência, estabelecendo problemas cármicos de solução, por vezes, muito difícil, porquanto ninguém fere alguém sem ferir a si mesmo.

Indiscutivelmente, nos Planos Superiores, o liame entre dois seres é espontâneo, composto em vínculos de afinidade inelutável. Na Terra do futuro, as ligações afetivas obedecerão a idêntico princípio e, por antecipação, milhares de criaturas já desfrutam no próprio estágio da encarnação dessas uniões ideais, em que se jungem psiquicamente uma à outra, sem necessidade da permuta sexual, mais profundamente considerada, a fim de se apoiarem mutuamente, na formação de obras preciosas, na esfera do espírito. 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Charlatanismo e Venalidade

Charlatanismo e Venalidade
Charlatanismo e Venalidade
A perfídia dos espíritos malévolos não é o único escolho que o Espiritismo encontra na sua estrada; outros perigos ameaçam-no e, esses, vêm dos homens. O charlatanismo e a venalidade, mais temível que a hostilidade mais escarnecida, podem invadir e arruinar as novas doutrinas, como invadiram e arruinaram a maioria das crenças que se sucederam nesse mundo. Produtos espontâneos e mórbidos de um meio corrompido, desenvolvem-se e espalham- se em quase toda a parte. A ignorância da maioria favorece e alimenta essa fonte de abusos. Desde então, inúmeros falsos médiuns, exploradores de todos os graus, procuraram no Espiritismo um meio de fazer dinheiro. O magnetismo, nós o vimos, não está mais ao abrigo desses industriais e, sem dúvida, é preciso ver aí uma das causas que afastaram, durante longo tempo os sábios do estudo dos fenômenos. 

Entretanto, deve-se compreender que a existência de produtos falsificados não dá o direito de negar a dos produtos naturais. Porque saltimbancos intitulam-se físicos, conclui-se daí que as ciências físicas são indignas de atenção e de exame? A fraude e a mentira são consequências inevitáveis da inferioridade das sociedades humanas. Sempre à espreita das ocasiões de enriquecer-se às custas da credulidade, insinuam-se em toda a parte, sujam as melhores causas, comprometem os princípios mais sagrados. 

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