terça-feira, 27 de junho de 2017

Entes Amados

Entes Amados
Entes Amados
A preocupação de prover as necessidades daqueles que estimamos não é tão somente legítima, é indispensável. E tudo o que pudermos ofertar-lhes em abnegação redundará em sementeira de luz e amor a frutescer, um dia, em amparo e felicidade para nós mesmos. 

Habitualmente, contudo, um problema aparece na lavoura afetiva a que nos consagramos: – tranca-se-nos o afeto, em torno das pessoas que a vida nos confiou à dedicação e eis que elas, a pouco e pouco, se transformam em prisioneiras de nossas exigências, sem que venhamos a perceber. 

Quando isso acontece, passamos instintivamente a entravar-lhes o passo e a influenciar-lhes, em demasia, o modo de ser. Daí nascem dificuldades e conflitos que é imprescindível saber evitar.(...) 

À vista disso, os que desejamos tanto a felicidade das criaturas que se nos fazem extremamente queridas, saibamos respeitar-lhes a independência – o dom da independência que a Lei Divina a todos nos conferiu. 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

O Centro Espírita

O Centro Espírita
O Centro Espírita
O Centro de Espiritismo Evangélico, por mais humilde, é sempre santuário de renovação mental na direção da vida superior. 

Nenhum de nós que serve, embora com a simples presença, a uma instituição dessa natureza, deve esquecer a dignidade do encargo recebido e a elevação do sacerdócio que nos cabe. 

Nesse sentido, é sempre lastimável duvidar da essência divina da nossa tarefa. 

O ensejo de conhecer, iluminar, contribuir, criar e auxiliar, que uma organização nesses moldes nos faculta, procede invariavelmente de algum ato de amor ou de alguma sementeira de simpatia que nosso espírito, ainda não burilado, deixou a distância, no pretérito escuro que até agora não resgatamos de todo. 

domingo, 25 de junho de 2017

Formação e Direção de Grupos

Formação e Direção de Grupos
Formação e Direção de Grupos
Orai no início e no final de cada sessão; no início, para elevar vossas almas e atrair os espíritos sábios e esclarecidos; no final, para agradecer quando tiverdes obtido favores e ensinamentos. Que a vossa prece seja curta e fervorosa, e bem menos uma fórmula do que um impulso do coração. 

A prece desliga a alma humana da matéria, que a aprisiona, e a aproxima do foco divino. Ela estabelece uma espécie de telegrafia espiritual pela qual o pensamento do Alto, respondendo ao apelo da Terra, desce nas nossas regiões obscuras. Nossas explorações nos abismos do invisível seriam cheias de perigos, se não tivéssemos, acima de nós, seres mais poderosos e mais perfeitos para nos dirigir e clarear nosso caminho. 

Não é indispensável dedicar-se a evocações. No nosso grupo raramente as praticamos. Preferíamos dirigir um apelo aos nossos guias e protetores habituais, deixando a qualquer espírito a liberdade de se manifestar sob seu controle. Acontece o mesmo em muitos grupos de nosso conhecimento. Assim, cai por si mesmo o grande argumento de alguns adversários do Espiritismo, de que ele é culpado de se dedicar a evocações e de constranger os espíritos a descer novamente à Terra. O espírito, como o homem, é livre e não responde se não lhe agradam os apelos que lhe são dirigidos. Qualquer injunção é vã; qualquer encantação, supérflua. Aí estão procedimentos feitos para serem impostos aos simples.

sábado, 24 de junho de 2017

Perante a Desencarnação

Perante a Desencarnação
Perante a Desencarnação
“Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte.” — Jesus. (João, 8:51.)



Resignar-se ante a desencarnação inesperada do parente ou do amigo, vendo nisso a manifestação da Sábia Vontade que nos comanda os destinos. 

Maior resignação, maior prova de confiança e entendimento. 

Dispensar aparatos, pompas e encenações nos funerais de pessoas pelas quais se responsabilize, abolir o uso de velas e coroas, crepes e imagens, e conferir ao cadáver o tempo preciso de preparação para o enterramento ou a cremação. 

Nem todo Espírito se desliga prontamente do corpo. 

Emitir para os companheiros desencarnados, sem exceção, pensamentos de respeito, paz e carinho, seja qual for a sua condição. 

A caridade é dever para todo clima. 

Proceder corretamente nos velórios, calando anedotário e galhofa em torno da pessoa desencarnada, tanto quanto cochichos impróprios ao pé do corpo inerte. 

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Educação no Lar

Educação no Lar
Educação no Lar
Preconiza-se na atualidade do mundo uma educação pela liberdade plena dos instintos do homem, olvidando-se, pouco a pouco, os antigos ensinamentos quanto à formação do caráter no lar; a coletividade, porém, cedo ou tarde, será compelida a reajustar seus propósitos. 

O pais humanos têm de ser os primeiros mentores da criatura. De sua missão amorosa, decorre a organização do ambiente justo. Meios corrompidos significam maus pais entre os que, a peso de longos sacrifícios, conseguem manter, na invigilância coletiva, a segurança possível contra a desordem ameaçadora. 

A tarefa doméstica nunca será uma válvula para gozos improdutivos, porque constitui trabalho e cooperação com Deus. O homem ou a mulher que desejam ao mesmo tempo ser pais e gozadores da vida terrestre, estão cegos e terminarão seus loucos esforços, espiritualmente falando, na vala comum da inutilidade. 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

A Vida no Espaço

A Vida no Espaço
A Vida no Espaço
Segundo algumas doutrinas religiosas, a Terra é o centro do Universo e o céu arredonda-se como abóbada acima de nós. É na sua parte superior, dizem, que se assenta a morada dos bem- aventurados, e o inferno, habitação dos réprobos, prolonga suas sombrias galerias nas entranhas do próprio globo.

A ciência moderna, de acordo com o ensino dos espíritos, mostrando-nos o Universo semeado de inumeráveis mundos habitados, trouxe um golpe mortal a essas teorias. O céu está em toda parte; em toda parte o incomensurável, o insondável, o infinito; em toda parte um formigamento de sóis e de esferas, dentre os quais nossa Terra é apenas ínfima unidade. 

No meio dos Espaços, não há mais moradas circunscritas para as almas. Tanto mais livres são quanto mais puras, percorrem a imensidão e vão onde as levam suas afinidades e suas simpatias. Os espíritos inferiores, entorpecidos pela densidade de seus fluidos, ficam como que pregados ao mundo onde viveram, circulando na sua atmosfera ou misturando-se aos humanos. 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Discípulos

Discípulos
Discípulos
“E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.” – Jesus. (LUCAS. 14:27.)


Os círculos cristãos de todos os matizes permanecem repletos de estudantes que se classificam no discipulado de Jesus, com inexcedível entusiasmo verbal, como se a ligação legítima com o Mestre estivesse circunscrita a problema de palavras.

Na realidade, porém, o Evangelho não deixa dúvidas a esse respeito. 

A vida de cada criatura consciente é um conjunto de deveres para consigo mesma, para com a família de corações que se agrupam em torno dos seus sentimentos e para com a Humanidade inteira.

E não é tão fácil desempenhar todas essas obrigações com aprovação plena das diretrizes evangélicas. 

Imprescindível se faz eliminar as arestas do próprio temperamento, garantindo o equilíbrio que nos é particular, contribuir com eficiência em favor de quantos nos cercam o caminho, dando a cada um o que lhe pertence, e servir à comunidade, de cujo quadro fazemos parte. 

sábado, 17 de junho de 2017

Reuniões Sérias

Reuniões Sérias
Reuniões Sérias
“Todo médium que deseja sinceramente não ser joguete da mentira deve, pois, procurar trabalhar em reuniões sérias. (...)” (O Livro dos Médiuns, cap. XXIX, Segunda Parte, item 329.) 


Não existem reuniões sérias sem dirigentes sérios e, consequentemente, sem participantes sérios. 

Não estamos nos referindo àquela seriedade carrancuda, porque seriedade não e banir a alegria do coração, afivelando dura máscara na face. 

Seriedade nas reuniões espíritas é sinônimo de responsabilidade, de disciplina e de devotamento. (...) 

Toda espécie de trabalho, para produzir os melhores frutos, carece de disciplina e abnegação. 

Os espíritos sérios não participam de reuniões que não sejam sérias, deixando-as entregues aos espíritos desocupados. 

Reunião séria é uma reunião em que se deve evitar a improvisação de local, de dia e de horário, porque os espíritos sérios necessitam de programar-se com antecedência para dar a elas a cobertura espiritual indispensável. 

Às vezes, por puro convencimento, determinados médiuns se julgam tão íntimos dos espíritos que os imaginam sempre à sua disposição, como se eles não tivessem mais o que fazer. 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Contradição

Contradição
Contradição
Muitos companheiros, a pretexto de se guardarem contra o mal, evitam contato com esse ou aquele círculo de serviço, caindo frequentemente em males de maior monta.

E para isso, quase sempre, recorrem a negativas de várias espécies.

Dizem-se pecadores, mas fogem deliberadamente ao ensejo que lhes propicia a aquisição de virtude.

Afirmam-se devedores, quando, nesse aspecto lhes cabe maior diligência na solução dos compromissos de que se oneram.

Declaram-se inúteis, ausentando-se dos quadros de trabalho em que poderiam mostrar os préstimos de que são mensageiros.

Asseveram-se imperfeitos, desertando da luta capaz de conferir-lhes mais amplo burilamento.

Escrevem longas confissões de remorso, sem ânimo de gastar ligeiros minutos na reparação dos erros em que se anunciam incursos.

Proclamam-se cansados, esquecendo-se de que, assim, exigem mais dura cooperação dos semelhantes, em diversas ocasiões, muito mais fatigados do que eles mesmos.

Intitulam-se doentes, reclamando o sacrifício dos outros.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Trabalho, Sobriedade e Continência

Trabalho, Sobriedade e Continência
Trabalho, Sobriedade e Continência
A sobriedade e a continência caminham juntas. Os prazeres da carne enfraquecem-nos, enervam-nos, desviam-nos do caminho da sabedoria. A volúpia é como um mar onde o homem vê soçobrar todas as suas qualidades morais. Desde que a deixamos penetrar em nós, é uma onda que nos invade, nos absorve, e que apaga tudo o que há de luzes, de generosas chamas no nosso ser. Longe de satisfazer-nos, ela apenas atiça nossos desejos. Modesta visitante no início, termina por dominar-nos, por possuir-nos completamente. 

Evitem os prazeres corruptores, onde a juventude estiola-se, onde a vida se desseca e se altera. Escolham cedo uma companheira e sejam-lhe fiel. Constituam uma família. É o quadro natural de uma existência honesta e regular. O amor da esposa, a afeição dos filhos, a atmosfera sã do lar são preservativos soberanos contra as paixões. No meio desses seres que nos são caros, que veem em nós seu único apoio, o sentimento de nossa responsabilidade cresce. Nossa dignidade, nossa circunspecção aumentam; compreendemos melhor nossos deveres e, nas alegrias que essa vida nos proporciona, haurimos forças que tornam seu cumprimento fácil. Como ousar cometer atos dos quais nos envergonharíamos sob olhar de nossa esposa e de nossos filhos? Aprender a dirigir os outros, é aprender a dirigir-se a si próprio, a tornar-se prudente e sábio, a afastar tudo o que pode manchar nossa existência. 



Autor: Léon Denis
Do livro: Depois da Morte

domingo, 11 de junho de 2017

Separação e Consciência

Separação e Consciência
Separação e Consciência
(...) A separação, seja qual for o tratamento legal com que se recubra, seja separação simples, desquite ou divórcio, em sendo uma medida extrema para os envolvidos nas dificuldades, somente deveria ser evocada e aplicada em casos igualmente extremos, quando o desrespeito humano chegasse ao absurdo ou a violência despenhasse para a agressão física ou para os disparates morais, capazes de promover ainda piores resultados. 

Ninguém deverá ser forçado a conviver com alguém com quem não se ajusta ou não mais se ajusta, quando tenha tido o ensejo da experiência a dois. Ao mesmo tempo não se deverá menosprezar os sinais da responsabilidade decorrente das escolhas levianas, dos conúbios da paixão enganadora, nos quais um procura iludir o outro com mentirosos envolvimentos para o abandono de mais tarde. 

Sem hesitação, afirmamos que toda separação traumatiza o psiquismo de um ou de outro, ou dos dois, em admitindo que as pessoas não são feitas de mármore, frias, ainda que tentem passar essa imagem aos que as cercam ou se esforcem por não incomodar os afetos e amigos. (...) 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Abusos da Mediunidade

Abusos da Mediunidade
Abusos da Mediunidade
Na primeira fileira dos abusos que devemos assinalar, é preciso colocar as fraudes, as velhacarias. As fraudes são ou conscientes e desejadas, ou, então, inconscientes; nesse último caso, elas são provocadas, seja pela ação de espíritos malévolos, seja pelas sugestões exercidas sobre o médium pelos experimentadores e os assistentes. 

As fraudes conscientes provêm, ora de falsos médiuns, ora de médiuns verdadeiros, porém desleais, que fizeram de sua faculdade uma fonte de proveitos materiais. Desprezando a nobreza e a importância de sua missão, de uma qualidade preciosa, fazem um meio de exploração e não temem dissimulá-la através dos artifícios, quando o fenômeno escapa. 

Os falsos médiuns encontram-se um pouco por toda a parte. Uns não passam de maus brincalhões que se divertem à custa do vulgo e traem-se a si mesmos, cedo ou tarde. 

Há outros, hábeis, industriosos, para quem o Espiritismo é apenas uma mercadoria; eles se esforçam para imitar as manifestações, visando um meio de ganhar dinheiro. Vários têm sido desmascarados em plena sessão; alguns têm sido a causa de processos de repercussão. Nessa ordem de fatos, temos visto se produzirem os mais audaciosos embustes. Alguns homens, usando da boa-fé daqueles que os consultam, não hesitaram em profanar os sentimentos mais sagrados e em lançar a suspeita sobre uma Ciência e doutrinas que podem ser um meio de regeneração. O sentimento de sua responsabilidade lhes escapa, com muita frequência, mas a vida de além-túmulo lhes reserva surpresas desagradáveis.




Autor: Léon Denis
Do livro: No Invisível

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Pena de Morte

Pena de Morte
Pena de Morte
Todos os fundadores das grandes instituições religiosas, que ainda hoje influenciam ativamente a comunidade humana, partiram da Terra com a segurança do trabalhador ao fim do dia.

Moisés, ancião, expira na eminência do Nebo, contemplando a Canaã prometida.

Sidarta, o iluminado construtor do Budismo, depois de abençoada peregrinação entre os homens, abandona o corpo físico, num horto florido de Kucinagara.

Confúcio, o sábio que plasmou todo um sistema de princípios morais para a vida chinesa, encontra a morte num leito pacífico, sob a vigilância de um neto afetuoso.

E, mais tarde, Maomé, o criador do Islamismo, que consentiu em ser adorado pelos discípulos, na categoria de imortal, sucumbe em Medina, dentro de sólida madureza, atacado pela febre maligna.

Com Jesus, entretanto, a despedida é diferente.

O divino fundador do Cristianismo, que define a Religião Universal do Amor e da Sabedoria, em plena vitalidade juvenil, é detido pela perseguição gratuita e trancafiado no cárcere.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

O Egoísmo

O Egoísmo
O Egoísmo
Não nos sentemos jamais a uma mesa bem servida sem pensar naqueles que sofrem de fome. Esse pensamento tornar- nos-á mais sóbrios, comedidos nos nossos apetites e gostos. Pensemos nos milhões de homens curvados sob os ardores do estio ou sob as duras intempéries e que, em troca de um magro salário, retiram do solo os produtos que alimentam nossos festins e enfeitam nossas residências. Lembremo-nos de que, para iluminar nossa casa com uma luz resplandecente, para fazer jorrar nos nossos lares a chama benfeitora, homens, nossos semelhantes, capazes como nós de amar, de sentir, trabalham sob a terra, longe do céu azul e do alegre sol, e, de picareta em punho, perfuram durante toda sua vida as entranhas da terra. Saibamos que, para ornar nossos salões de espelhos de cristais brilhantes, para produzir os inumeráveis objetos dos quais se compõem nosso bem-estar, outros homens, aos milhares, semelhantes a réprobos na fornalha, passam sua existência no calor calcinante dos altos fornos das fundições, privados do ar, extremados, consumidos antes do tempo, não tendo como perspectiva senão uma velhice desnudada e sofredora. Saibamos que, todo esse conforto do qual desfrutamos com indiferença é comprado com o suplício dos humildes e o esmagamento dos pequenos. Que esse pensamento penetre em nós, nos persiga, obsedie; como uma espada de fogo, ele expulsará o egoísmo dos nossos corações e forçar-nos-á a consagrar os nossos bens, nossos lazeres, nossas faculdades ao aperfeiçoamento do destino dos fracos.


Autor: Léon Denis
Do livro: Depois da Morte

sábado, 3 de junho de 2017

Casamento

Casamento
Casamento
O casamento ou a união permanente de dois seres, como é óbvio, implica o regime de vivência pelo qual duas criaturas se confiam uma à outra, no campo da assistência mútua. 

Essa união reflete as Leis Divinas que permitem seja dado um esposo para uma esposa, um companheiro para uma companheira, um coração para outro coração ou vice-versa, na criação e desenvolvimento de valores para a vida.

Imperioso, porém, que a ligação se baseie na responsabilidade recíproca, de vez que na comunhão sexual um ser humano se entrega a outro ser humano e, por isso mesmo, não deve haver qualquer desconsideração, entre si. 

Quando as obrigações mútuas não são respeitadas no ajuste, a comunhão sexual injuriada ou perfidamente interrompida costuma gerar dolorosas repercussões na consciência, estabelecendo problemas cármicos de solução, por vezes, muito difícil, porquanto ninguém fere alguém sem ferir a si mesmo.

Indiscutivelmente, nos Planos Superiores, o liame entre dois seres é espontâneo, composto em vínculos de afinidade inelutável. Na Terra do futuro, as ligações afetivas obedecerão a idêntico princípio e, por antecipação, milhares de criaturas já desfrutam no próprio estágio da encarnação dessas uniões ideais, em que se jungem psiquicamente uma à outra, sem necessidade da permuta sexual, mais profundamente considerada, a fim de se apoiarem mutuamente, na formação de obras preciosas, na esfera do espírito. 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Charlatanismo e Venalidade

Charlatanismo e Venalidade
Charlatanismo e Venalidade
A perfídia dos espíritos malévolos não é o único escolho que o Espiritismo encontra na sua estrada; outros perigos ameaçam-no e, esses, vêm dos homens. O charlatanismo e a venalidade, mais temível que a hostilidade mais escarnecida, podem invadir e arruinar as novas doutrinas, como invadiram e arruinaram a maioria das crenças que se sucederam nesse mundo. Produtos espontâneos e mórbidos de um meio corrompido, desenvolvem-se e espalham- se em quase toda a parte. A ignorância da maioria favorece e alimenta essa fonte de abusos. Desde então, inúmeros falsos médiuns, exploradores de todos os graus, procuraram no Espiritismo um meio de fazer dinheiro. O magnetismo, nós o vimos, não está mais ao abrigo desses industriais e, sem dúvida, é preciso ver aí uma das causas que afastaram, durante longo tempo os sábios do estudo dos fenômenos. 

Entretanto, deve-se compreender que a existência de produtos falsificados não dá o direito de negar a dos produtos naturais. Porque saltimbancos intitulam-se físicos, conclui-se daí que as ciências físicas são indignas de atenção e de exame? A fraude e a mentira são consequências inevitáveis da inferioridade das sociedades humanas. Sempre à espreita das ocasiões de enriquecer-se às custas da credulidade, insinuam-se em toda a parte, sujam as melhores causas, comprometem os princípios mais sagrados. 

Conflitos

Conflitos
Conflitos
As pessoas em seus conflitos, não param para refletirem sobre elas de uma maneira objetiva, construtiva, educacional.

Não levam em consideração que Deus em tudo estar a oferecer oportunidades de reflexões e crescimento, através das nossas escolhas e tomadas de decisões.

Sendo assim, esta em nós o mérito ou demérito dos resultados por nós alcançados. Mas para tal reflexão, faz-se mister que exercitemos a nossa humildade. Pois sem ela a nossa avaliação fica comprometida.

Devemos nos colocar "pequenos", mas "grande" em reconhecer as nossas fragilidades, e simplicidade em contar com Deus através do amparo dos bons espíritos.

Enxergando as crises, como lições a serem aprendidas, o propósito das nossas encarnações estará bem encaminhada.

Acreditamos ser hoje a época mais apropriada para a semeadura dessas idéias, tendo em vista a facilidade e o volume de informações que chegam a todos nós, dando-nos conforto e discernimento sobre o amor de Nosso Pai.


Autor: Walnei Santiago


quarta-feira, 31 de maio de 2017

O Julgamento

O Julgamento
O Julgamento
Uma lei, tão simples em seu princípio quanto admirável em seus efeitos, preside a classificação das almas no Espaço.

Quanto mais sutis e rarefeitas forem as moléculas constituintes do perispírito, mais a desencarnação será rápida e mais amplos os horizontes abertos ao espírito. Em razão até da sua natureza fluídica e das suas afinidades, eleva-se em direção aos grupos espirituais que lhe são similares. Seu grau de depuração determina seu nível e o classifica no meio que lhe convém. Comparou-se, com alguma justeza, a situação dos espíritos nos céus à dos balões cheios de gás de densidades diferentes que, em razão de seu peso específico, subiriam a alturas variadas. É preciso apressar-se e acrescentar que o espírito é dotado de liberdade, que ele não está imobilizado num ponto, que pode, dentro de certos limites, deslocar-se e percorrer as regiões etéreas. Pode sempre modificar suas tendências, transformar-se pelo trabalho e pela prova e, por conseguinte, elevar-se à vontade na escala dos seres.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Práticas Estranhas

Práticas Estranhas
Práticas Estranhas
Muitos, companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia da práticas estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisonjeando indebitamente situações e personalidades humanas, supostas, capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo.

No entanto, examinemos, sem parcialidade, a expressão contraditória de semelhante atitude, analisando-a, na lógica da vida.

Criaturas de todas as plagas dos universos são filhas do Criador e chegarão, um dia, à perfeição integral. Mas, no passo evolutivo em que nos achamos, não nos é lícito estar com todas, conquanto respeitemos a todas, de vez que inúmeras se encontram em experiências diametralmente opostas aos objetivos que nos propomos alcançar.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Entes Amados

Entes Amados
Entes Amados
A preocupação de prover as necessidades daqueles que estimamos não é tão somente legítima, é indispensável. E tudo o que pudermos ofertar-lhes em abnegação redundará em sementeira de luz e amor a frutescer, um dia, em amparo e felicidade para nós mesmos.

Habitualmente, contudo, um problema aparece na lavoura afetiva a que nos consagramos: – tranca-se-nos o afeto, em torno das pessoas que a vida nos confiou à dedicação e eis que elas, a pouco e pouco, se transformam em prisioneiras de nossas exigências, sem que venhamos a perceber.

Quando isso acontece, passamos instintivamente a entravar-lhes o passo e a influenciar-lhes, em demasia, o modo de ser. Daí nascem dificuldades e conflitos que é imprescindível saber evitar.(...)

À vista disso, os que desejamos tanto a felicidade das criaturas que se nos fazem extremamente queridas, saibamos respeitar-lhes a independência – o dom da independência que a Lei Divina a todos nos conferiu.

domingo, 28 de maio de 2017

Diante da Vida Social

Diante da Vida Social
Diante da Vida Social
Espiritualidade superior não se compadece com insulamento.

Se o trabalho é a escola das almas, na esfera da evolução, o contato social é a pedra de toque, a definir-lhes o grau de aproveitamento.

Virtude que não se reconheceu no cadinho da experiência figura-se metal julgado precioso, cujo valor não foi aferido.

Talento proclamado sem utilidade geral assemelha-se, de algum modo, ao tesouro conservado em museu.

Ninguém patenteia aprimoramento espiritual, a distância da tentação e da luta.(...)

Todos somos chamados à edificação do progresso, com o dever de melhorar-nos, colaborando na melhoria dos que nos cercam.

sábado, 27 de maio de 2017

Ao Clarão da Verdade

Ao Clarão da Verdade
Ao Clarão da Verdade
“Mas quando vier aquele Espírito de Verdade, ele vos guiará em toda verdade...” – Jesus (João, 16:13).


De que maneira vencerá o Espiritismo os obstáculos que se lhe agigantam à frente? Há companheiros que indagam:
“— Devemos disputar saliência política ou dominar a fortuna terrestre?” Enquanto isso outros enfatizam a ilusória necessidade da guerra verbal a greis ou pessoas.

Dentro do assunto, no entanto, transcrevemos a questão no 799 de O Livro dos Espíritos.

Prudente e claro, Kardec formulou, aos orientadores espirituais de sua obra, a seguinte interrogação: “De que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso”. E, na lógica de sempre, eis que eles responderam:

sexta-feira, 26 de maio de 2017

O Centro Espírita

O Centro Espírita
O Centro Espírita
O Centro de Espiritismo Evangélico, por mais humilde, é sempre santuário de renovação mental na direção da vida superior.

Nenhum de nós que serve, embora com a simples presença, a uma instituição dessa natureza, deve esquecer a dignidade do encargo recebido e a elevação do sacerdócio que nos cabe.

Nesse sentido, é sempre lastimável duvidar da essência divina da nossa tarefa.

O ensejo de conhecer, iluminar, contribuir, criar e auxiliar, que uma organização nesses moldes nos faculta, procede invariavelmente de algum ato de amor ou de alguma sementeira de simpatia que nosso espírito, ainda não burilado, deixou a distância, no pretérito escuro que até agora não resgatamos de todo.

Um Centro Espírita é uma escola onde podemos aprender e ensinar, plantar o bem e recolher-lhe as graças, aprimorar-nos e aperfeiçoar os outros, na senda eterna.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

A Ação dos Homens sobre os Espíritos Infelizes

A Ação dos Homens sobre os Espíritos Infelizes
A Ação dos Homens sobre os Espíritos Infelizes
Nossa indiferença com relação às manifestações espíritas não nos privaria somente do conhecimento do futuro de além-túmulo; ao mesmo tempo nos tiraria a possibilidade de agir sobre os espíritos infelizes, de aliviar sua sorte, tornando-lhes mais fácil a reparação das faltas cometidas. Os espíritos atrasados, tendo mais afinidade com os homens do que com os espíritos puros, em razão da sua constituição fluídica ainda grosseira, são por isso mesmo mais acessíveis à nossa influência. Entretanto, em comunicação com eles, podemos cumprir uma generosa missão, instruí-los, moralizá-los e, ao mesmo tempo, melhorar, sanear o meio fluídico no qual todos vivemos. Os espíritos infelizes ouvem nosso apelo e nossas evocações. Nossos pensamentos simpáticos os envolvem como uma corrente elétrica, os atraem até nós, nos permitem conversar com eles por intermédio dos médiuns.

Acontece o mesmo com toda alma que deixa esse mundo. Nossas evocações despertam a atenção dos falecidos e facilitam seu desprendimento corporal. Nossas preces ardentes, semelhantes a jatos luminosos ou vibrações harmoniosas, os esclarecem e dilatam seu ser. É-lhes agradável pensar que não estão abandonados a si mesmos na imensidão, que há ainda sobre a Terra seres que se interessam pela sua sorte e desejam sua felicidade. Embora esta não possa, de maneira alguma, ser obtida através dessas preces, elas não são menos salutares para o espírito, que arrancam do desespero e dão forças fluídicas necessárias para lutar contra as influências perniciosas e sair de seu meio.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Perante a Desencarnação

Perante a Desencarnação
Perante a Desencarnação
“Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte.” — Jesus. (João, 8:51.)



Resignar-se ante a desencarnação inesperada do parente ou do amigo, vendo nisso a manifestação da Sábia Vontade que nos comanda os destinos.

Maior resignação, maior prova de confiança e entendimento.

Dispensar aparatos, pompas e encenações nos funerais de pessoas pelas quais se responsabilize, abolir o uso de velas e coroas, crepes e imagens, e conferir ao cadáver o tempo preciso de preparação para o enterramento ou a cremação.

Nem todo Espírito se desliga prontamente do corpo.

Emitir para os companheiros desencarnados, sem exceção, pensamentos de respeito, paz e carinho, seja qual for a sua condição.

A caridade é dever para todo clima.

terça-feira, 23 de maio de 2017

O Estudo Espírita

O Estudo Espírita
O Estudo Espírita
“Os espíritos anunciam que chegaram os tempos marcados pela Providência para uma manifestação universal e que, sendo eles os ministros de Deus e os agentes de sua vontade, têm por missão instruir e esclarecer os homens, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade (...)” (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, 2. ed. Celd, 2003. Cap. 23, item 17.)


(...) Observamos, dia após dia, as casas espíritas mostrarem um público ávido de conhecimento. Isto prova que a Doutrina Espírita é viva e que as instituições, se o quiserem, também poderão ser vivas, atuantes, operosas. 

Os Encontros que o Centro Espírita Léon Denis realiza a cada ano mostram que não há limites para isso. As conveniências pessoais muitas vezes são afastadas para dar lugar ao interesse coletivo. 

De outro lado, há o desejo sincero que muitos têm de estudar para compreender; compreender para agir. Outros, por desejarem servir, sabem descobrir, nas horas de estudos, lições de trabalho permanente. 

domingo, 21 de maio de 2017

Convite à Renovação

Convite à Renovação
Convite à Renovação
Trabalhadores, eis que o Cristo chama. Chama a ti, chama a mim. Não desprezemos as oportunidades que ele nos oferece.

Homem algum passará incólume pelo testemunho do trabalho espírita, do trabalho doutrinário. Ficamos marcados, efetivamente, em função daquilo que aprendemos, que fazemos, que vivemos. Não podemos esquecer o tempo que corre, um instante que está surgindo como oportunidade de trabalho em nosso coração, a possibilidade que temos.(...) 

A renovação das ideias, das atitudes, é uma das metas a que a Doutrina Espírita nos conduz. Com o objetivo precípuo de liquidar os erros do passado, viver bem o presente e nos prepararmos para o futuro. Indaguem de suas próprias consciências se os gestos que todos vêm tendo representam a renovação interior. Se o sentimento de culpa, quando existente, está sendo diminuído. Se as falhas cometidas já não o são mais. E se os acréscimos da tolerância, longanimidade, amor, estão sendo mais presentes em nossa vida.(...) 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Prova e Julgamento

Prova e Julgamento
Prova e Julgamento
Decerto que o Senhor nos terá advertido contra os riscos do julgamento, observando-nos a inclinação espontânea para projetarnos em assuntos alheios.

***

Habitualmente, perante os nossos irmãos em experiências difíceis, estamos induzidos a imaginar neles o que sentimos e pensamos acerca de nós próprios.

Encontramos determinada criatura acusada desse ou daquele delito; para logo, frequentemente, passamos a mentalizar como teria sido a falta praticada, fantasiando minudências infelizes a fim de agravá-la, quando muitas vezes a pessoa indicada tudo promoveu de modo a poupar a suposta vítima, resistindo-lhe às provocações até as últimas consequências.

Surpreendemos irmãos considerados em desvalia moral; e de imediato, ao registrar-lhes o abatimento, ideamos quadros reprováveis de conduta sobre as telas de inquietude em que terão entrado, emprestando-lhes ao comportamento o comportamento talvez menos digno que teríamos adotado na problemática de ordem espiritual em que se acharam envoltos, quando, na maioria das ocasiões, são almas violadas por circunstâncias cruéis, à feição de aves desprevenidas, sob o laço do caçador.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Os Médiuns

Os Médiuns
Os Médiuns
Os médiuns são os sensitivos, os clarividentes, aqueles cuja visão atravessa o nevoeiro opaco que nos esconde os mundos etéreos e que, através de um esclarecimento, chegam a entrever alguma coisa da vida celeste. Há até aqueles que têm a faculdade de ver os espíritos, deles ouvir a revelação das leis superiores.

Somos todos médiuns, é verdade, mas em graus bem diferentes. Muitos o são e o ignoram. Não há homens sobre os quais a influência, boa ou má, dos espíritos, não ajam. Vivemos no meio de uma multidão invisível que assiste, silenciosa, atenta, aos detalhes da nossa existência, participa pelo pensamento dos nossos trabalhos, das nossas alegrias, das nossas dores. Nessa multidão, tomaram lugar a maioria daqueles que reencontramos na Terra, e aos quais seguimos até o campo fúnebre a pobre vestimenta usada. Pais, amigos, indiferentes, inimigos, todos permanecem e são reconduzidos pela atração dos hábitos e das lembranças para os lugares e para os homens que conheceram. Esses seres invisíveis nos influenciam, nos observam, nos inspiram à nossa revelia e, em alguns casos, até, nos obsediam, nos perseguem com seu ódio e com sua vingança.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Jesus e a Força do Sentimento

Jesus e a Força do Sentimento
Jesus e a Força do Sentimento
Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem! (...) 

Ora, quando levamos em conta o sentimento exemplificado por Jesus, na busca de solução para as dificuldades, quase sempre fazemos tudo pelo próximo ou de modo a que o próximo não seja prejudicado. O contrário se dá quando resolvemos as coisas apenas do ponto de vista da relação humana: trabalhamos no sentido de encontrar a solução que nos favoreça, que nos ajude, que nos faça sair ganhando, de uma certa forma. Já com Jesus, medimos as questões, os prós e os contras, e levamos em consideração o que podemos causar de prejuízo moral ou mental a alguém. 

sábado, 13 de maio de 2017

A Vinda do Espírito de Verdade

A Vinda do Espírito de Verdade
A Vinda do Espírito de Verdade
Como em tempos passados, entre os extraviados filhos de Israel, venho trazer a verdade e dissipar as trevas. Escutai-me. O Espiritismo, como a minha palavra em tempos passados, deve lembrar aos incrédulos que acima deles reina a verdade imutável: o Deus bom, o Deus grandioso que faz a planta germinar e as ondas se levantarem. Revelei a doutrina divina; como um ceifeiro, juntei em feixes o bem espalhado na humanidade e disse: “Vinde a mim, todos vós que sofreis”. 

Porém, os homens ingratos se afastaram do caminho largo e reto que conduz ao reino de meu Pai e se extraviaram nos ásperos e estreitos caminhos da impiedade. Meu Pai não quer aniquilar a raça humana; ele quer que, ajudando-vos uns aos outros, mortos e vivos, isto é, mortos segundo a carne, porquanto a morte não existe, sejais socorridos e que, não mais a voz dos profetas e dos apóstolos, mas a voz daqueles que não estão mais na Terra seja ouvida para vos bradar: Orai e acreditai, pois a morte é a ressurreição, e a vida é a prova escolhida durante a qual vossas virtudes cultivadas devem crescer e se desenvolver como o cedro. 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Civilização e Reino de Deus

Civilização e Reino de Deus
Civilização e Reino de Deus
“Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com aparências exteriores” (Lucas, 17:20).


A Terra de hoje reúne povos de vanguarda na esfera da inteligência.

Cidades enormes são usadas, à feição de ninhos gigantescos de cimento e aço, por agrupamentos de milhões de pessoas.

A energia elétrica assegura a circulação da força necessária à manutenção do trabalho e do conforto doméstico.

A Ciência garante a higiene.

O automóvel ganha tempo e encurta distâncias.

A imprensa e a rádio-televisão interligam milhares de criaturas, num só instante, na mesma faixa de pensamento.

terça-feira, 9 de maio de 2017

O Espiritismo e a Ciência

O Espiritismo e a Ciência
O Espiritismo e a Ciência
Como todas as grandes descobertas, o Espiritismo devia receber o batismo das humilhações e da prova. Quase todas as ideias novas, particularmente mais fecundas, foram escarnecidas, conspurcadas
na sua aparição, rejeitadas como utopias. Durante muito tempo qualificou-se de mentiras e quimeras as invenções do vapor e da eletricidade e, até, o estabelecimento das estradas de ferro. A Academia de Medicina rejeitava, a princípio, a teoria da circulação do sangue, de Harvey, como rejeitaria mais tarde o magnetismo. E enquanto a Academia de Paris declarava que ele não existia, viu-se a Academia de Viena proscrever-lhe o uso como perigoso. Com que ironia os sábios não saudaram, em época recente, as descobertas de Boucher de Perthes, o criador da Antropologia Pré-histórica, Ciência hoje consagrada e que lança luzes tão vivas sobre a origem das sociedades humanas?

domingo, 7 de maio de 2017

A Lição da Espada

A Lição da Espada
A Lição da Espada
“Não cuideis que vim trazer a paz à Terra...” – Jesus. (Mateus, 10:34.)


“Não vim trazer a paz, mas a espada” – disse-nos o Senhor.

E muitos aprendizes prevalecem-se da feição literal de Sua palavra, para entender a sombra e a perturbação.

Valendo-se-lhe do conceito, companheiros inúmeros consagram-se ao azedume no lar, conturbando os próprios familiares, em razão de lhes imporem modos de crer e pontos de vista, vergastando-lhes o entendimento, ao invés de ajudá-los na plantação da fé viva quando não se desmandam em discussões e conflitos, polemizando sem proveito ou acusando indebitamente a todos aqueles que lhes não comunguem a cartilha de violência e de crueldade.(...)

Com Jesus, no entanto, a espada é diferente.

Voltada para o seio da terra, representa a cruz em que Ele mesmo prestou o testemunho supremo do sacrifício e da morte pelo bem de todos.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

A Idéia de Deus e a Experimentação Psíquica

A Idéia de Deus e a Experimentação Psíquica
A Idéia de Deus e a Experimentação Psíquica
Chegamos, agora, a um ponto particularmente delicado da questão. Censura-se, às vezes, aos espíritas de não viverem sempre em harmonia com seus princípios; fazem-lhes observar que neles o sensualismo, os apetites materiais, o amor pelo lucro ocupam um lugar frequentemente considerável. Censuram-nos, sobretudo, as divisões intestinas, as rivalidades de grupos e de pessoas, que são um obstáculo tão grande à organização das forças espíritas e à sua marcha adiante.

Não nos convém insistir nesses propósitos; não queremos pronunciar aqui nenhum julgamento desfavorável a ninguém. Que nos permitam apenas observar que não seria reduzindo o Espiritismo ao papel de simples ciência de observação que se conseguiria compensar, atenuar essas fraquezas. Ao contrário, só se faria agravá-las. O Espiritismo exclusivamente experimental não teria a autoridade nem o poder moral necessários para religar as almas. Alguns creem ver no esquecimento da ideia de Deus uma medida proveitosa para o Espiritismo. Diremos que é a insuficiência atual dessa noção e, ao mesmo tempo, a insuficiência dos nobres sentimentos e das elevadas aspirações que ocasionam a falta de coesão e criam as dificuldades de organização do Espiritismo. Com efeito, é preciso observar
uma coisa: quando a ideia de Deus se enfraquece numa alma, a noção do “eu”, quer dizer, da personalidade, logo aumenta; ela cresce ao ponto de se tornar tirânica e absorvente. Uma dessas noções só aumenta e se fortifica em detrimento da outra. Quem não adora a Deus, disse um pensador, adora-se a si mesmo!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Estudos Espíritas, Caminho para Elevação

Estudos Espíritas, Caminho para Elevação
Estudos Espíritas, Caminho para Elevação
Jesus Cristo nos ajude, abençoe e fortaleça, agora e sempre!(...) 

Almas sofridas, inquietas, desastradas, capazes de criar desarmonia nos lugares aonde vão... certamente que isto caracteriza o seu estado interior, que pede uma necessária mudança, transformando-a s para melhor, fazendo com que sejam equilibradas. É isto o que vai ser pedido a tais almas, no mundo dos espíritos: que se transformem em espíritos sadios, equilibrados e voltados para o bem. 

Quando, por qualquer forma de desassossego interior, nos inclinamos ao desequilíbrio, e cultivamos essa forma de viver, com certeza precisamos de tempo para meditar, refletir e nos transformar. 

Ora, as sessões de estudo de uma casa espírita tal como a nossa propõem justamente a reflexão. Seus estudos induzem a pensamentos elevados, e o resultado será o equilíbrio daqueles que sincera e devotadamente se voltarem para esses estudos.(...) 

segunda-feira, 1 de maio de 2017

A Vontade

A Vontade
A vontade é o maior de todos os poderes. Em sua ação, ela é comparável a um ímã. A vontade de viver, de desenvolver em si a vida, atrai para nós novos recursos vitais. Aí reside o segredo da lei de evolução. A vontade pode agir com intensidade sobre o corpo fluídico, ativar suas vibrações e, assim, apropriá-lo a um gênero cada vez mais elevado de sensações, prepará-lo para um degrau mais alto da existência. 

O princípio de evolução não está na matéria; está na vontade, cuja ação se estende à ordem invisível das coisas, como à ordem visível e material. Esta é apenas uma consequência daquela. 

O princípio superior, o motor da existência é a vontade. A vontade divina é o grande motor da vida universal. 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

A Paz é o Caminho Natural

A Paz é o Caminho Natural
A Paz é o Caminho Natural
“‘Amai-vos uns aos outros’, e então, ao receberdes um golpe motivado pelo ódio, retribuireis com um sorriso, e ao insulto, com o perdão.” (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. XII, item 12. CELD.)


Pela graça infinita de Deus, paz!

Balthazar, pela graça de Deus.

No estudo do duelo, não nos esqueçamos do esforço pela paz.

Quase sempre respondemos às ofensas com o sentimento do orgulho ou, quando não somos envolvidos diretamente com esse ato, arvoramo-nos em apoiar esse ou aquele companheiro, como se devêssemos agir de modo insensato. Sim, porque é insensatez aprovar qualquer tipo de duelo.

A paz é o caminho natural que se apresenta ao homem moderno. Foi-se o tempo em que os homens deveriam ou poderiam julgar suas questões à custa da força bruta. Hoje em dia, requer-se outro gênero de atitude para que se resolvam os problemas.

domingo, 23 de abril de 2017

A Vida Moral

A Vida Moral
A Vida Moral
As doutrinas do nada fazem dessa vida um impasse e chegam, logicamente, ao sensualismo e à desordem. As religiões, fazendo da existência uma obra de salvação pessoal, muito problemática, consideram-na de um ponto de vista egoísta e acanhado.

Com a filosofia dos espíritos, esse ponto de vista muda, a perspectiva se alarga. O que devemos procurar, não é mais a felicidade terrestre —, a felicidade daqui é rara e precária, — é um melhoramento contínuo; e o meio de realizá-la é a observação da moral sob todas as suas formas.

Com um tal ideal, uma sociedade é indestrutível; desafia todas as vicissitudes, todos os acontecimentos. Cresce na infelicidade, encontra na adversidade os meios de se elevar acima de si mesma. Despojada de ideal, embalada pelos sofismas dos sensualistas, uma sociedade só pode corromperse e enfraquecer-se; sua fé no progresso, na justiça, apaga-se com sua virilidade; ela não é senão um corpo sem alma e torna-se, fatalmente, a presa dos seus inimigos.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Sintonia com o Bem

Sintonia com o Bem
Sintonia com o Bem
É sabido por todos os espíritas que mediunidade pressupõe intercâmbio, ligação com as forças do Bem. Entretanto, há de se pensar naquelas outras forças que igualmente procuram comunicar-se, sem que para isso estejam ligadas ao bem.

São elas: as forças da revolta, que reclamam de tudo e de todas as coisas; as forças do desequilíbrio, que tentam minar o trabalho daqueles que se dedicam ao bem, e que igualmente tentam destruir edifícios solidamente estruturados; as da inércia, que tentam adormecer os trabalhadores da caridade; as forças do mal, que pretendem ocupar o lugar que Jesus já conquistou nos corações humanos, forças que ainda, infelizmente para o homem da Terra, pululam em torno da humanidade e que não podem encontrar espaço junto aos encarnados para se manifestar.

E quando é que elas não vão encontrar esse espaço? Justamente quando todos os dedicados servidores da Luz souberem espalhar luz, disciplina, equilíbrio, pacificação e todas as formas superiores de vida.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Sinceridade

Sinceridade
Sinceridade
“Aliás, não é bom atacar, muito bruscamente, os preconceitos; este seria o meio de não ser ouvido; eis por que os Espíritos falam, frequentemente, no sentido da opinião daqueles que os ouvem, a fim de conduzir, pouco a pouco, à verdade. Adaptam sua linguagem às pessoas, como tu mesmo o fazes, se fores um orador, mais ou menos, hábil (...).” (O Livro dos Médiuns. 2a parte, cap. XXVII, item 301 (3a) CELD.



Em nome da verdade não apliques a palavra contundente sobre a fraqueza daqueles que caminham desequilibrados ao teu lado.

A pretexto de servir à causa do Bem não derrames espinhos pela senda onde segue teu próximo, tentando, dessa forma, ser coerente com as próprias convicções.

Falando em nome do ideal que esposas, evita a exposição petulante dos conhecimentos que um dia te conferiram; apresenta-os aos ouvintes com a simplicidade que agrada e sem a pretensão de emitires o último conceito.

sábado, 15 de abril de 2017

Sirvamos em Paz

Sirvamos em Paz
Sirvamos em Paz
“Não estejais inquietos por coisa alguma...” – Paulo. (FILIPENSES, 4:6.)



Quase que em toda a parte encontramos pessoas agoniadas, sem motivo, ou exaustas, sem razão aparente.

Transitam nos consultórios médicos, recorrem a casas religiosas, suplicando prodígios, isolam-se na inutilidade, choram de tédio. Confessam desconhecer a causa dos males que as assoberbam; clamam, infundadamente, contra o meio em que vivem.

É que, via de regra, ao invés de situarem a mente no caminho natural da evolução, atiram-na aos despenhadeiros da margem.

Que a Terra hospeda multidões de companheiros endividados, tanto quanto nós mesmos, todos sabemos... A imprensa vulgar talha colunas e colunas dedicadas à tragédia, certas publicações cultivam o hábito de instilar a delinquência, conflitos explodem insuflando a rebeldia dessa ou daquela camada social, profetas do pessimismo adiantam escuras previsões...

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Comunicações

Comunicações
Comunicações
“Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus.” – (João, 4:1.)



Os novos discípulos do Evangelho, em seus agrupamentos de intercâmbio com o mundo espiritual, quase sempre manifestam ansiedade em estabelecer claras e perfeitas comunicações com o Além.

Se muitas vezes aparecem fracassos, nesse particular, se as experimentações são falhas de êxito, é que, na maioria dos casos, o indagador obedece muito mais ao egoísmo próprio que ao imperativo edificante.

O propósito de exclusividade, nesse sentido, abre larga porta ao engano. Através dela, malfeitores com instrumentos nocivos podem penetrar o templo, de vez que o aprendiz cerrou os olhos ao horizonte das verdades eternas.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Tesouros Ocultos

Tesouros Ocultos
Tesouros Ocultos
Ainda existe quem se dirija aos companheiros desencarnados perguntando por tesouros ocultos.

Tais consulentes, guardando imaginação doentia, mentalizam recipientes encravados no subsolo ou no corpo de lodosas paredes, a vazarem moedas e preciosidades que lhes atendam aos pruridos de usura.

E martelam a mediunidade inexperiente e pedem sonhos reveladores...

Mas os amigos espirituais, realmente esclarecidos, tudo fazem para que os irmãos da escola física não encontrem semelhantes bombas douradas que, provavelmente, lhes explodiriam nas mãos, em forma de crime.

*

Entretanto, cada criatura humana surge do berço para descobrir os talentos que traz, independentemente da fortuna terrestre, a fim de ajudar aos outros, valorizando a si mesma.

A mulher e o homem aproveitam o amor que dimana gratuitamente de Deus e erguem o santuário do lar, em que se escondem imperecíveis tesouros da alma.

domingo, 9 de abril de 2017

Exaltando o Livro dos Espíritos

Exaltando o Livro dos Espíritos
Exaltando o Livro dos Espíritos
“A moral dos espíritos superiores se resume, como a do Cristo, nesta máxima evangélica: Agir para com os outros como quereríamos que os outros agissem para conosco; isto é, fazer o bem.” (Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. CELD, Introdução VI.)


Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!

Todos nós que professamos a Doutrina Espírita encontramos em O Livro dos Espíritos as noções básicas da filosofia que rege o concerto de pensamentos direcionados para a crença na sobrevivência da alma e, igualmente, na imortalidade do espírito através dos milênios, acreditando num começo simples, num caminho do meio, com o objetivo de chegarmos ao pináculo. Também guardamos no coração a crença no Deus que há de ser o Pai nosso em todas as ocasiões.

Compreendendo a excelência dessa Doutrina, lutaremos por ela o quanto nos for possível; pela sua divulgação, mostrando a todos aqueles que o desejarem a excelência de tais conceitos, e buscaremos a renovação do nosso próprio ser, incentivando a de outros na busca da felicidade, do equilíbrio humano e da fé.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O Evangelho..., Livro Libertador

O Evangelho..., Livro Libertaador
O Evangelho..., Livro Libertador
“O Cristo foi o iniciador da moral mais pura, mais sublime; da moral evangélicocristã, que deve renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos(...)” (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, CELD, cap. I, item 9.)



Lembrar O Evangelho... o período de seu lançamento entre os homens encarnados... lembrar sua proposta moralizadora que, diante de tantas lutas e de homens tão deseducados, parece ser um contrassenso, quando não uma perda de tempo... Jesus, o Mestre condutor de toda a Humanidade, concluiu, entretanto, que era o momento propício para que a sociedade terrena começasse a conhecer, primeiramente, e a estudar tão precioso livro. Isso porque a Humanidade como um todo, embora a sua parcela de homens em sofrimento seja muito grande, está preparada para ouvir-lhe os conceitos de luz inapagável.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Léon Denis e as Sementes Doutrinárias

Léon Denis e as Sementes Doutrinárias
Léon Denis e as Sementes Doutrinárias
“Essa parábola encontra uma aplicação, não menos adequada, nas diferentes categorias de espíritos.” (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 17, it. 6, CELD.)


Jesus nos abençoe a todos, na noite de paz que aqui estamos vivendo.

Lembrar da obra missionária de um homem, qualquer que seja ele, é tarefa das mais gigantescas, porque analisar experiência alheia é algo difícil para o homem.

Falaremos assim, calcada, a experiência, na parábola do semeador.

E verificaremos que Léon Denis, aos olhos da humanidade espírita, bem pode ser enquadrado na figura do homem que recebeu um talento e saiu a semeá-lo por onde passou.

Naturalmente que o plano diretor, da obra, sentia a importância da necessidade de consolidação doutrinária e chamou para esta tarefa alguém que reunisse qualidades como cultura, tolerância, firmeza, equilíbrio, amor e dedicação. Sem amor, sem dedicação, sem tolerância, sem cultura, sem firmeza, realmente, nada se faz.

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